
Percebeu que a primavera só viria depois que tivesse – ou se tivesse - força o suficiente para aceitar – e superar! – uns dias amenos de inverno. Entendia, pois, o motivo dos breves dias de chuva, das lágrimas que semeava por sorrisos que, se tivesse sorte com o acaso, colheriam pro restante dos seus dias. Mas antes disso era preciso suportar algumas ausências. Uns hiatos.
Contudo, existindo seguia.
Agora tudo fazia sentido!
Agora entendia o motivo de tantas telas brancas amontoadas, sem um risco sequer de cor. Entendia a coleção quase esquecida de pincéis que de tão limpos afligiam. Paletas empoeiradas sobre as prateleiras do sótão: de si.
Depois de tantos silêncios e desencontros, seus olhos voltaram a falar. Encontrou, senhores, a aquarela de sua vida, que derramou cor e vida (e paz) às telas outrora vazias e às paredes sem graça; pintou o teto do (meu) mundo com a cor do seu amor.
Trouxe afeto e nuances novas à todas as coisas daqui e dali, ou de onde quer que passasse aquele par tão cúmplice.
(Teu sorriso tem a cor do meu contentamento).
Por Dani Cabrera
" Teu sorriso tem a cor do meu contentamento " Belíssima frase, como é bom sentir tudo isso!
ResponderEliminarBEIJOS.
olááá! passei um tempo sem vir aqui! =D
ResponderEliminartava sem internet ^^
mas agora voltei e já vim conferir o que tem de novo por aqui! =)
ameeei o texto, tah lindo msm!
como sempre ;)
beijãão!