Sete Vezes Sete


As palavras são poucas, mas tudo aqui dentro segue sendo farto, mesa posta, coisas boas.
Quem diria, meu bem, naqueles inícios tão improváveis, que a vida ia ser assim de bonita? Não consigo imaginar qualquer outra possibilidade distinta, só de pensar o mundo já se converte em pura desgraça. 

Quem diria que toda a beleza de Le Baquet de Yann Tiersen seria superada? Quem diria que existe um lugar,  com não mais de oitenta metros quadrados, mais bonito que o Vilarejo de Marisa, justo no meio de uma metrópole imparável, cheia de andanças, cheia de encontros e de despedidas? Quem diria que a mesma cidade que nos fez achar, morria de vontade de estar cheia de nós?

Quem diria que depois de sete anos eu continuaria me apaixonando com constante devoção por esses olhos cinzas e por esse corpo branco? Quem diria que eu, que assumo já não ser a mesma de antes depois de tanta lucidez, continuaria encontrando esse momento de sonho, acreditando em tudo o que há de mais sereno?

Eu gosto de te olhar quando te levantas nua para buscar água, quando te deitas e te encaixas nesses meus braços desajeitados, quando fico em silêncio para escutar o teu suspiro. Não existe no mundo nada melhor que a tua companhia. 

Quem me dera ter a quem agradecer por tanta alegria. 






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