Da Gramática Infundada...

Sentada na pedra na noite de domingo, conversava sobre coisas da vida com um amigo dali.

Falávamos sobre as últimas happy hours, sobre divergência de opiniões e algo em comum, sobre uma palavra que dá sentido às vidas: o amor.

E no meu vocabulário, quando dizem a palavra A-M-O-R, sem precisar consultar em qualquer almanaque, eu já tenho definição perfeita. Quando se toca nesta palavrinha de quatro letras, é como se a minha alma subisse bilhões de léguas por cada letra dita, fazendo enganosa as aulas de português que me definiam sobre substantivos concreto e abstrato. Por anos me ensinaram que amor é um substantivo abstrato. Mas desde aquela primavera – que pra mim foi o inverno mais rigoroso da minha vida, eu aprendi que amor é um substantivo concreto, e muito concreto!

Sob a definição do “desenha / não desenha” estavam errados: todos os teus traços estão melindrosamente gravados na minha mente. Todos os dias pinto quadros teus e cravejo com borboletas de seda, girassóis de cetim e fitas de todas as tuas cores...

Sobre o “poder / não poder tocar” fantasia deles: as nossas mãos não deixam de se encontrar nem por um instante – nem de perto nem de longe. Mais loucos ainda ficariam se soubessem que posso velar teu sono há quilômetros de distância: estar junto é estar junto, só entende quem o vive.

Sobre “ter forma / não ter forma”... Como o amor não tem forma, senhores?

O amor tem a forma do meu bem, tem o sorriso mais lindo de todos os tempo e os olhos mais fortes e brilhantes que todas as estrelas de todas as galáxias unidas numa saleta quatro por quatro! Tem o perfume de jardim florido, e esplendor mais pomposo do que o Palácio de Versalhes.

E assim como me ensinaram errado sobre concreto e abstrato, me ensinaram várias outras coisas de forma pouco esperançosa. Mas desde que meu bem chegou na minha vida, todas as coisas receberam um feixe de luz e clareza. Doçura e leveza.

E foi nesse tempo que eu comecei a acreditar em sonhos realizados.

Foi nesse tempo que eu aprendi a sorrir.


Por Dani Cabrera

Comentarios

  1. Curti, apesar de estar enjoado de textos que tratam de "amor", achei super criativo!

    http://papeisriscados.blogspot.com/

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  2. Lindo ..

    Adorei "o amor tem a forma de meu bem"

    Seu texto está de uma verdadeira apaixonada que está vivendo a forma mais sublime do amor..

    Que continue sempre assim ..


    abç..

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  3. Extremamente criativo!é uma grande mentira falar que amor é uma coisa que não tem definição ou até algo abstrato, quem ama sabe muito bem toda a forma que ele tem e cada um claro tem a sua

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  4. Pois o tempo me ensinou que o amor não se parece com nada com o que imaginei e vivenciei.
    Ele muda, evolui e se molda às mais variadas circunstâncias.

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  5. Cheguei aqui pela Central de Divulgação de Blogs, e que surpresa gostosa! Você escreve muito bem, Dani. Falar de amor sem ser repetitivo é muito difícil e você conseguiu.

    Quero voltar aqui mais vezes. Reserve-nos boas palavras como as ditas aqui nesse texto.

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  6. Que forma interessante de se falar de amor!
    Bem criativo seu texto
    adorei


    http://gabriellacardoso19.blogspot.com/

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