sábado, 26 de septiembre de 2009

De Tudo O Que Segue...


Creio que foi a sua capacidade de me deixar feliz em questão de segundos. Ou o caminhar despreocupado, o piscar de olhos um tanto lento, a voz firme e arrastada como de quem a qualquer momento vai soltar um riso ainda que a situação seja das mais constrangedoras. Foram os olhos cinzas (e doces), que de tão profundos me fazem por vezes tremer; e por como agarras as minhas mãos sem se importar com nada mais em volta no mundo inteiro.
Deve ter sido a maneira em que te apóias no meu braço esquerdo pra dormir o que me tem feito querer-te tanto, mas tanto, a ponto de doer a cada vez que eu tenho que entrar no trem e te deixar do outro lado da janela na plataforma. Ou a maneira como acendes teu cigarro pra descansar depois de, e me ensinar tuas palavras... e aprender as minhas. E rir. É por me fazer confrontar a mim mesma, e perceber que algumas coisas como a vergonha que sinto de tudo não tem a mínima utilidade. É esse teu sorriso rouco que não me deixa te esquecer, e o teu interesse por um par de coisas minhas que eu mesma julgava desinteressante.
Pode ser a tua capacidade de me chamar de linda pela manhã, quando a beleza produzida se esvai por completo e só fica a humanidade, ali exposta. Foram coisas assim e outras coisas que segues sendo o que me faz largar tudo e ir ao teu encontro, eu atravesso o mundo quando a saudade aperta.
São coisas assim que te tem feito tão amável a ponto de “escuecer” o peito só de pensar na possibilidade de não encontrar mais o teu abraço no meio da noite quando sonho que o mundo é só guerra e dor. É a tua força, e como encaras a vida de forma crua; a tua esperança naquilo que é palpável, e como me olhas – e me paralisa a alma - quando ninguém vê. Porque eu amo a verdade que vive no teu olhar, amo a tua coragem e esse punhado de coisas até então impossíveis que eu encontrei quando te conheci. E te digo que não espero nada além de um amanhã tranqüilo e que eu sinta paz toda vez que pensar em ti. Quanto a ti, que sintas paz quando pensares em mim. E sim, quero ser quem você lembra quando tem a certeza de que não estás só.
O que fica é esse gosto doce, e umas gotículas ácidas por medo de que tanta novidade me faça sucumbir detrás de uma cortina de fumaça negra, mas não.
Ficam as lembranças dos dias em desaparecíamos do mundo inteiro e o mundo então era só você e eu, e essa expectativa no meu peito de que as semanas vão passar bem depressa e que dentro de quase um mês estaremos de mãos dadas outra vez, chutando o mundo, rindo da vida e distraindo o tempo.
Fica esse “te quiero” agarrado na minha garganta toda vez que eu lembro de ti. E te digo isso ainda que não me possas ouvir sempre.
Fica a esperança verde, como a tua cor predileta.
Fica tua preferência pelo mosto e a minha pelo “te-olhar-enquanto-matas-a-tua-sede”.
Fica a noite na praia; você no meu quarto, os meus quilos a menos e os teus a mais, estar ao teu lado no dia em que completaste 22...
Fica a noite linda no farol velho da rainha aprisionada de Cambados e teu rosto gravado na minha memória de todas as vezes que eu te olhava pasmando e você não entendia o porquê. Ficam os pares de filmes que vimos e os milhares que planejamos ver e ainda não conseguimos. As músicas que te vi dançar à tua maneira, e a minha timidez quando pedes que eu dance pra ti, fica o nosso baile nosso ao som do silêncio.
Fica tua fascinação por Coixet, Sinead e Kidman. Os nove filhos, e a grande Madrid que me trouxe você, e que não me há de tirar-te.
Fica na memória como avisos pregados na geladeira o lembrete para os banhos do Bob.
Fica aqui comigo o teu cheiro que amo e a espera para o dia em que regressares.
Fica Luar na Lubre, cantando “Ancares” enquanto esse tempo não chega.
(Por quien suspiras? La despedida es corta la ausencia larga, quiero que te diviertas y no me olvides, prenda del alma).
Fica tudo o que eu não sentia, e que tu com teus encantos despertaste, puseste cor, puseste vida.
E eu não vou te buscar onde eu sei que não estarás e quando chegar o tempo de te ver de novo, que habite em ti a certeza de que eu estou realmente feliz por isso.

Te desejo sorte, muita sorte.
Me desejo sorte, muita sorte, semelhante a que te desejo a ti.
Que a tenhamos, pois.


Dani Cabrera



“Meu bem, qualquer instante que eu fico sem te ver, aumenta a saudade que eu sinto de você. Por isso eu corro demais, só pra te ver. Se você está ao meu lado eu só ando devagar, esqueço até de tudo não vejo o tempo passar, mas se chega a hora de pra casa eu te levar, corro pra depressa outro dia ver chegar. Então eu corro demais, só pra te ver. Se você vivesse sempre ao meu lado não teria motivos pra correr e devagar eu andaria. Eu não corria demais, agora eu corro demais, corro demais só pra te ver”. (A. Calcanhoto)

miércoles, 9 de septiembre de 2009

Dos Dias Que Virão...

Poderia ser tudo mais fácil e menos feliz se tivéssemos nos desencontrado naquele dia em que você chegou na minha vida, mas por ventura não foi assim. Desde que tu chegaste, o meu silêncio se transformou em grito. E foi entre o primeiro e o terceiro encontro que o meu coração perdeu a paz de ser o único dono de si.
Lembro que chegaste numa quinta-feira improvável, de calor sem sol, céu sem azul, com teus olhos cinza e eu não te reconheci. Não como te reconheço hoje, com todas as cores que agora vejo e que antes eu não percebia. Reconhecia somente o que era relativo às minhas expectativas sobre tudo que encontraria na grande Madri, sobre a minha impaciência na fila de um aeroporto cheio de pessoas - que eu pensava que tu eras só mais uma delas-, e sobre as dúvidas e frustrações da noite anterior: foi justo quando eu pensei que eu realmente não tinha sorte nenhuma que você chegou pra me mostrar que eu estava equivocada.
No dia em que você chegou, a sorte estava na fila ao lado, acenando pra mim e apontando em tua direção, como quisesse me mostrar ou me dizer algo que eu não entendia. Lembro que quando tive a oportunidade de te reconhecer no primeiro momento, quando estávamos a sós, eu e você, eu senti sede e me fui sem pensar duas vezes, com minha música e minha melancolia - e te deixei ali sozinha. Eu só te reconheci um dia antes de ter que me despedir de ti outra vez, como se o acaso, ou a natureza (como você preferir chamar), não pudesse ser contrariado, como se tivesse realmente que acontecer, ainda que tarde. MAKTUB. Porque antes disso era como se alguém soprasse ou sussurrasse algo que eu não entendia a cada vez que você aparecia na porta do meu quarto e se sentava ao meu lado. Eu devia suspeitar que todo aquele riso que você me causava não era lá dos mais comuns.
Desde que você chegou na minha vida eu tenho tido a sensação de que o tempo de uma vida inteira é pouco demais pra tudo que se pode ser, criar e tentar; uma semana é como um segundo ao teu lado. Tenho sentido uma fome louca de tudo, de respirar fundo e aproveitar a vida, de aproveitar você. E não me intimidam esses quatrocentos quilômetros que estarão entre nós. Eu estarei em ti, e tu aqui estarás – dentro - cultivada em mim como se fosse flor. E as lembranças dos dias em que estivemos juntas serão como força incontrolável pros dias que eu, sem pensar em nada além de ti, vou correr pro aeroporto e entrar no primeiro avião que me leve até você, pra estar em paz outra vez. Porque do teu lado eu me sinto como quem sonha, como se precisasse de muito-pouco-quase-nada pra estar completa. Não sinto fome, não tenho sono, só vontade de te descobrir e de ser tua descoberta. E é entre os teus braços claros que eu não me sinto só. Porque apesar de toda essa capa de “que-forte-a-menina-indestrutível!”, eu sou débil e boba demais, fraca e vulnerável quando você dispara um olhar na minha direção. (“No me mires que me encierras... si, ahora es igual, mírame que ya me tienes encerrada por completo”). O meu sorriso é mais feliz contigo e eu amo conhecer teu mundo, as ruas que você passa, as pessoas que você ama, a cama que você dorme e o que você vê quando abre a tua janela ao despertar.
Eu quero ir em ti, quero ir até onde possamos ir, porque também confesso e aceito que já não sou tão singular, e que já me perdi pra ti faz tempos. Resolvi pular bem do alto dessa pedra e cair de vez nesse rio, e que a correnteza me leve pra esse lugar tranquilo que eu tenho a impressão de ver de relance a cada vez que nos encontramos.
Que o universo nos tenha reservado um amanhã bonito.
Segura a minha mão com força e não solte.


Que venha o desafio.


Por Dani Cabrera

“Que sí, que sí, qué bien! Que me encanta escucharte, adoro sentirte. El barrio es más hermoso desde que apareciste, hoy luce el sol en mi corazón. Mi niña, mi amor, mi rayo de luz, el camino que lleva a tu casa es mi alegría. La primavera ha llegado a la ciudad y no sabes lo bien que me sienta”.
(Mar El Poder del Mar _ Facto Delafé)

miércoles, 2 de septiembre de 2009

Do Cheiro Que Ela Tem...

Ela tem cheiro de sonho.
Cheiro de sonho em noite de sono tranqüila. Ou de sonho do sono de depois do almoço em dia frio. Ela tem cheiro de sonho de sono tão tranqüilo que dá a incerteza de ser mesmo sonho ou realidade. Ela tem cheiro de sonhos felizes, regados de sorrisos e de olhos nos olhos. Ela tem o cheiro de todas as coisas que eu mais gosto, como se fosse uma mescla de todas as minhas predileções. É um sonho do cochilo que por acaso sucedeu-se. Chamo acaso o que ela chama natureza, e nos entendemos assim.
Quando chegou, estava ela do outro lado da rua esperando. E ele ao baixar do ônibus, desceu as escadas correndo atrás do próprio coração que foi na frente a abraçá-la de tanta saudade.
E ele quase caiu já sem força quando ela sorriu em sua direção. Quase caiu, mas se manteve de pés e só se entregou a realizar o abraço que vinha desejando há semanas e semanas. Estava ela do outro lado da rua vestida de abraços e de beijos, de sede, vestida de toda a gentileza lenta que ele adora. Estava ela vestida assim e com cheiro de sonho. Ela tem cheiro de sonho.
Ela tem o cheiro de um sonho que ele tentava inventar no cenário novo, mas não conseguia. O sonho que na verdade não achava que sonharia. Sim, surpreendente é a vida... Um tipo de sonho que na verdade não imaginava que poderia (voltar a?) sonhar.
Ela dá vida ao cheiro do mar que cerca a torre cansada de San Sadurniño, e é linda à luz do sol ou ao brilho da noite silenciosa – ruidosa por ela e por mim. É mágica quando dança como Fred Astaire à sua maneira despreocupada, e me pega pelas mãos pra lhe acompanhar em seu baile ainda que não haja o mínimo som de música. Acho que a canção dela é daquelas que soam no coração... Ela me consome, me esgota e me revigora outra vez, é o meu INTENSO entregar. É a nossa vontade de não levantar da cama, e o meu manter-me desperta pra não perder um minuto sequer. “Abrazame, vamos a dormir”. Ela é sonho, tem meus olhos - e dói no meu peito uma dor maravilhosa quando dorme apoiada no meu braço esquerdo.
Ela tem o gosto do vinho dos ribeiros de Cambados, ela é doce e é ácida ao mesmo tempo, é sorriso e fumaça suspensa no ar, a voz que consegue todas as coisas que quer mesmo sem pedir. É uma mistura de menina, anjo, mulher e sonho. Porque ela além de ter cheiro de sonho é também o próprio sonho dele realizando-se a cada vez que se encontram.

Ella huele como un sueño.

Por Dani Cabrera
Permita-me Naty, mas vou mandar um PS aqui. rs
PS.: Talvez a imagem que acompanha o texto não pareça compatível com o que foi escrito. Mas esse foi o meu cenário. :D
PS2.: Um beijo à todos e muito obrigada pelo carinhho!

martes, 25 de agosto de 2009

Da Idéia Que Eu Tive...

Eu tenho um plano.
E na verdade precisamos ter um plano de fuga pra toda essa inquietude que ronda os pares do mundo. Porque todo mundo sonha tanto com um amor eterno, ainda que se diga o contrário, e que se faça aquele discurso hipócrita de que bom mesmo é estar livre. Mas liberdade não é estar solitário. Liberdade é poder ser quem se é independente de quem esteja ao teu lado.
Mas não vim aqui pra fazer discurso algum sobre liberdade, vim aqui pra ser direta como a tua personalidade forte tem me ensinado a ser. E eu vim te dizer que tenho um plano. Um plano pra essa coisa que a gente nunca sabe quando começa e quando termina.
Não quero te dizer que te quero ao meu lado pra sempre porque talvez pareça cedo demais, apesar de todos os meus movimentos dizerem que do teu lado eu fico tão boba feito menino no parque e o restante do mundo desaparece, até cairmos em si, dar aquela risada e eu dizer: respeite as crianças!
Não quero falar em “vida-toda” porque isso já é produto do mundo moderno, ansiedade disfarçada. Não quero falar do que já falei, quero novidades e eu sei que isso você me gera.
Quero te falar de minutos e minutos que podemos estar assim, lado a lado, e que podemos ir como agora, sorrindo – tu com esses olhos que tem uma cor que eu antes achava triste demais, e eu com essa minha cara de boba que fica pensando o tempo todo em que-sorte-eu-tenho-sempre. THE GREAT ESCAPE.

Te digo meu plano:

Vamos assim, eu e tu, tu e eu, fazendo cara de contentes demais, esperando dias, esperando palavras, disfarçando e distraindo o tempo até o dia em que a vida decidir ser. Fim.


Por Dani Cabrera

Recebi esse MEME da Sophia, também há uns dias atrás, e só hoje tive tempo de responder.

Regras:
1) Responder a verdade.
2) Repassar aos blogueiros que conhece.
3) Não esquecer do recadinho para quem te convidou.


Perguntas:

1) Onde está seu celular? Aqui do meu lado.

2) E o namorado? Sonhando.

3) Cor do seu cabelo? Castanho avermelhado.

4) O que mais gosta de fazer? Depende do dia. Gosto de sair e me reunir com meus amigos pra conversar e tomar algo, gosto de estar em casa pra ouvir música ou ler um pouco.

5) O que você sonhou na noite passada? Melhor não dizer... rs

6) Onde você está agora? Em casa, na sala.

7) Onde você gostaria de estar agora? Em Cambados. : )

8) Onde você gostaria de estar em seis anos? Na Capital ou em Barcelona.

9) Onde você estava há seis anos? No Rio, trabalhando na C&A, de vitrinista.

10) Onde você estava na noite passada? Trabalhando até as 22h, e logo cama com direito à muita febre! Ah! Antes tentei assistir Big Fish, mas não consegui terminar. Vou Terminar daqui a pouquinho.

11) O que você não é? Muita coisa de boa e muita coisa de ruim.

12) O que você é? Que complexa essa pergunta...

13) Objeto do desejo? Lá vai: um New Beatle vermelhooooooo!!! E uma caravana pra dar uma rodada pelo país.

14) O que vai comprar hoje? A essa hora já não se compra nada. (01.57)

15) Qual sua última compra? Curativos. rs

16) A última coisa que você fez? Pasta de Atum.

17) O que você está usando? Pijama e fones de ouvidos bem grandes! Descalça como sempre.

18) Quem está com você agora? Sozinha, supostamente.

19) Seu cachorro? Ai, prefiro gato, mesmo tendo que tendo o Bob, tadinho! Que ele não leia isso! Hahahahahaha...

20) Seu computador? HP. Mas já tenho que trocar porque já está ficando bem surrado.

21) Seu humor hoje? Tô uma mistura de apreensão com felicidade. Tô ansiosa também, no bom sentido da coisa. Tô me sentindo quase satisfeita, com um quase gostinho de consegui. Tô me sentindo feliz.

22) Com saudades de alguém? Sim! Muuuuita! Mas com dias contados! :D

23) Seu carro? Preciso terminar a auto-escola antes.

24) Perfume que está usando? Perfume não, um hidratante dove.

25) Última coisa que comeu? Sanduíche de pasta de atum.

26) Fome de quê? De vida! De tudo!

27) Preguiça de… ? Não to lembrando agora, mas tenho preguiça de muita coisa.

28) Próxima coisa que pretende comprar? Posso pular essa?

29) Seu verão? O verão já está indo embora e eu ainda não fui à praia...

30) Ama alguém? Amo.

31) Quando foi a última vez que deu uma gargalhada? Ainda há pouco lendo um site de cantadas de pedreiros! Hahahahahahhaha...

32) Quando chorou pela última vez? Domingo retrasado.


Repasso à:

Janaína

Karine

jueves, 13 de agosto de 2009

Do Que Eu Preciso Te Dizer...

Eu preciso te dizer que minhas intenções a teu respeito são as melhores, e preciso que você acredite em mim.
Eu preciso te dizer também que não esperava que você fosse me invadir o peito sem pedir permissão, sem ao menos deixar que eu percebesse ou tentasse impedir a tua entrada: você entrou e se sentou em um lugar onde quem se senta não se levanta.
Você precisa saber que algumas coisas, ainda que não pareça, ainda estão em fase final de cicatrização, apesar de já não verter sangue algum. Só algumas lembranças que me deixaram uns reflexos mal feitos, e que às vezes me fazem dar ou deixar de dar passos. Eu sei que não pode ser assim, eu sei – questão de tempo. É tudo teu. Eu preciso te dizer que não adiantou temer e me conter. E preciso te perguntar: como foi que você me roubou pra você?
Eu quero que você saiba que sinto muita, mas muita vontade de te levar de alguma maneira até o meu próximo ano, e o outro e o outro e mais quantos puder. E quero que você saiba que os teus olhos me fazem querer isso cada vez com mais força a cada vez que você os finca nos meus, e sorri. E eu já não quero desviar os meus olhos por medo de cair de vez nas tuas mãos, porque eu já não tenho armas pra te enfrentar, a única saída é me render. Eu quero te dizer também que quando você deita no meu braço esquerdo perto do meu peito pra descansar tua alma eu me sinto completa, e não seria infeliz se o fim desse preenchimento tivesse que ser uma conversa de botas batidas. Eu quero te dizer que já faz tempo que a minha magia não funcionava e que os meus olhos não brilhavam tanto, e que foi só você chegar pra que tudo voltasse a crescer e eu recuperasse esse fôlego de jovem que toma água da fonte, mas tenho que te confessar também que morro de medo de te dizer essas coisas tanto quanto morro de vontade de te dizer tudo isso e mais agora mesmo. Eu quero te levar adiante, e quero te dar todo o valor que te cabe. Quero te sentar nos lugares que você merece sentar-se e te dar o cuidado e o respeito que você merece, quero aprender a decifrar todas esses teus enigmas cinzas e coisas que você me diz e que me deixam forte, forte, forte – e fraca de tanto querer. Quero que você perceba que abri espaço agora, e que você pode se acomodar e ficar até o dia que eu não vou me atrever a dizer qual é.
Todos dormem já. Só em mim que a saudade não dorme.

E quase me esqueço, um pedido que quero fazer:
Confia em mim. Me dá a mão bem forte e pula comigo daqui.


Por Dani Cabrera

jueves, 30 de julio de 2009

Dos Tonteios Que Confesso Ter...

A questão foi que eu passei tempo demais tentando dar nomes ao que não precisava em lugar de ir em frente e dar vida ao que precisava viver.
É que nós - as pessoas - temos a estranha maneira de complicar tudo com os nossos métodos e fórmulas infalíveis que não nos levam a lugar nenhum, nos mecanizam... não deixa transluzir. A questão é que era ela, e é, e eu preciso fazer algo antes que o portal que dá acesso a essa nova dimensão se feche outra vez e me deixe no frio, do lado de fora.

De tanto temer errar eu acabo me esquecendo também de acertar, e querendo acertar eu quase deixo de ser eu mesma. Eu não quero dizer-te que penso em ti a essas horas da madrugada, e com tanta falta que remói a garganta. É que eu quase me esqueço que com o tempo as pessoas acabam se esquecendo que o natural é envergonhar-se somente do que é indigno, mas o crucial é ser quem se é. E você sabe que eu tenho sentimentos, e é normal que eu esteja desejando muito, mas muito te ver a ponto de doer agudo, e talvez querer fugir.
E não me diga pra não me apaixonar porque eu vou encher a tua casa de flores.
Não se trata de querer despejar em você toda a carência que eu mesma dissimulo não ter.
É saudade, saudade e carinho, e só.

E eu que pensei que seriam suficientes todas aquelas vezes que entre um beijo e outro, entre um entregar-se e outro, eu te olhava atentamente os detalhes, com fome de guardar qualquer imagem tua que pudesse amenizar a saudade que eu começaria a sentir milésimo de segundos depois de você beijar a minha boca que se faria outra vez fria e soltar as minhas mãos pra entrar naquele trem que te levaria pra cidade ao lado. Eu imaginava que quando você subisse naquele trem algo de mim seria levado, mas não sabia que me doeria tanto a ponto de me tirar a paz na segunda-feira. A saudade segue aqui, e toda a tentativa de te manter fresca na lembrança foi só artifício pra me prender mais ainda na falta que eu sentiria.

Essa noite eu não vou chorar de saudades.
Vou fechar meus olhos, e exigir que as horas tragam você pra mim. Outra vez.


Por Dani Cabrera

martes, 21 de julio de 2009

Estou Aqui Também...

O Que Eu Não Disse
E o que eu também não vou dizer...

Só pra informar, porque muita gente ainda não sabe da existência desse meu segundo BLOG. Quem quiser acompanhar encontrará as portas abertas!
Muito obrigada pelas visitas em Do Amor Que Sinto, pelo carinho de cada um, pelos recados que me deixam mesmo toda boba..., feliz - de saber que de alguma forma nos acrescentamos algo.
Peço perdão por não ter atualizado com tanta frequência e por estar completamente por fora das novas normas dessa reforma gramatical que aconteceu a pouco tempo na língua portuguesa, mas é que foi justo na fase que eu saí do país. Estou mesmo desinformada sobre o que aconteceu, mas vou buscar me atualizar de alguma forma.
Perdoem as minhas tremas (...) que eu já sei que não se usam mais, mas é que dizem tanto sobre o silêncio e sobre as palavras que eu prefiro não dizer pra que cada um possa completar como bem entender...

Bom, é isso, o recado foi dado, deixo um beijo imenso pra cada um, desejo muita saúde e fé o suficiente pra seguir acreditando no amanhã e nas oportunidades que virão.

Grande abraço,

Dani Cabrera.

PS.: Logo-logo eu atualizo aqui! ; )
* Foto: Eu no Parque Güell, de Gaudí, em Barcelona. Apaixonada por essa cidade!

viernes, 17 de julio de 2009

Porque Un Día Hay Que Volver...

Tá certo. Eu sei que não se deve dissimular, mas eu preferi me calar.
Eu não quero que ninguém se importe, porque hoje já não há ferida, senão uma cicatriz que vez ou outra me recordo que a tenho. E já não lateja quando o tempo muda; muito raramente.
Pois bem, eu preferi me calar. Preferi não dizer sobre todas aquelas coisas secas que haviam morrido bem dentro de mim, e que por noites e dias me fez ter febre e alucinações. E me fez sair pelas madrugadas chamando um nome que eu bem sei que não me responderia. Impossível.
Eu preferi não falar das vezes que eu tinha que sorrir porque alguém dependia disso pra seguir acreditando, mesmo não acreditando – mais - em exatamente nada. Preferi não falar todas aquelas coisas duras que eu na verdade hoje vejo que precisava dizer, mas me calei.
Pela diplomacia. Eu consegui.
Eu preferi não falar em desamor, senhores, mesmo sabendo que um dia você vai sorrir e acreditar na eternidade, e no outro você pode estar perdido, tateando no escuro sem saber que o hoje é hoje. Porque algumas vezes eu queria acordar, como a menina que tem a sorte de ter uma vida a seu favor sempre – e assim sou -, mas dessa vez não, eu não estava dormindo, e era tudo realidade. Eu não vos queria dizer que tudo foi em vão, por medo, e calando-me os vi seguir. Pra mim só já bastava saber... Valeu a pena.
Eu não quis falar de coisas tristes, e mesmo assim hoje, pra que o ciclo esteja fechado eu preciso dizer que eu superei, mais essa. E que sigo forte e boba demais a ponto de acreditar em tudo outra vez...

A vida segue e a minha força não foi retirada.
A vida segue. E eu sigo, com ela.


(O que é meu segue em mim).


Por Dani Cabrera


“Voy a recoger mis alitas rotas, y las pegaré trocito a trozo y volaré. Yo soy una montaña rusa que sube que baja que ríe que calla confusa me dejo de llevar, por lo que los días me quieran mostrar. Buscome”.
(Bebe - Buscome)

lunes, 15 de junio de 2009

De Onde Eu Te Vejo...

Você vai passar na rua dentro de alguns poucos segundos.
E eu vou correr pra janela só pra te ver passar.
Eu vou correr pra janela e vou ficar calada, só te olhando enquanto você dá teus passos em direção a um lugar que eu não tenho a mínima idéia de onde seja – e eu vou me consumir de vontade de ir junto contigo.
Se por acaso você ameaçar um olhar pra cima eu vou me esconder por detrás das cortinas.
E não é por não te querer, eu quero ir com você. Mas ainda me falta...
Queria ter a coragem de gritar teu nome lá do alto quando você passasse bem embaixo da minha janela, e pedir que me esperes, e que não dês mais um passo sequer sem mim – te pegaria pela mão e fugiríamos os dois para o Vilarejo de Marisa.
Mas o momento é de continuar te olhando daqui de cima todos os dias às seis da tarde, enquanto você passa tentando me ver em uma dessas dezenas de janelas que tu não sabes qual é a minha.
Te prometo que não vou te procurar onde não eu sei que não estarás.
Em outros olhos, em outros beijos, em outros passos...
Nem vou te confundir com qualquer outro traseunte que seja semelhante a ti.
Eu vou continuar sonhando à noite contigo, e de dia também.
E um dia você vai me ouvir gritar teu nome da janela do sexto andar.

E nesse dia seremos o par mais feliz do mundo.


Por Dani Cabrera

2019

Echarte de menos en una tarde como esta, sabiendo que vendrás – que en un par de horas entrarás por la puerta de nuestra casa. Por aqu...