jueves, 31 de diciembre de 2015

Do Tempo que Passa


Quando me dei conta o nosso barco já estava em pleno alto mar, eu já conhecia as tuas primeiras rugas e você o meu primeiro cabelo branco. Nosso dia a dia estava cheio de histórias, de riso e de choro, e a minha vida já estava cheia de ti. Noutro dia alguém me disse que já não queria   compartilhar sua vida com ninguém, que com os anos se perde o encanto. Também disse que o amor se acaba  quando ao chegar em casa o que se encontra não está coberto de colônia e roupa limpa, nem da melhor peça de roupa. Me perguntei a mim mesma sobre o que é que as pessoas esperam das otras. O que um ser humano espera de outro ser humano. Porque o amor começa justamente aí: onde os contos de fada se acabam, onde o romanticismo cai por terra, onde o humano começa a florescer. O amor começa quando a "simpleza" é  admirável e aguda, qual ruído de ponta de agulha no prato,  quando até as debilidades somam e o cenário nem sempre é de primavera. Começa enquanto dormimos e cresce feito gigante, silencioso, tranquilo, esplêndido... E quando a gente percebe o tamanho é assim: a carne de um é quase a mesma coisa que a carne do outro.


Dani Cabrera

lunes, 6 de abril de 2015

Bienvenido Abril.


Quererte en un día como este  y hacer las paces con la nueva estación. Porque ya es abril, y sin darme cuenta he vuelto a creer en esta belleza, antes grisácea, que se tradujo en un haz de luz dorado insistente, que entra por la ventana desviándose de las cortinas, intentando encontrar reposo en nuestra cama.

Quererte es pensar en ti a la vez que siento esta paz que la primavera nos brinda en un final de tarde. Quererte es bailar sola en el salón de casa y reír, sola, boba la suerte que tuvimos. Quererte es saberme libre y respetada, quererte es no cuestionar si mi “saberme libre” te hace daño. Quererte es ser libre contigo.

Quererte es desearte cada vez más después de más de dos mil días a tu vera, es esperarte en nuestro escondrijo con la ansiedad de una niña pequeña, donde tenemos nuestro propio idioma que casi siempre prescinde de palabras. Quererte es verte y embriagarme sólo con mirarte, me dilatas las pupilas y me ciegas los ojos: tú me abres los poros y me invades sin compasión.



Gracias por despertar en mí cosas tan bonitas.

Queriéndote sigo.

Tu Dani. :)



domingo, 4 de enero de 2015

Sobre Sinônimos e Dentes de Leão.

|plenitude 

Significado de Plenitude 
(Etm. do latim: plenitudĭne)
 n.f. 
1. Condição daquilo ou daquele que se encontra a usufruir de todo o seu vigor; 
2. Magnitude ou desenvolvimento; 
3. Grandiosidade ou vastidão; 
4. Condição daquilo ou daquele que se encontra integral, inteiro ou completude; 
5. Do mesmo significado de totalidade. 
6. Plenitude é esse sentimento que me eche cada vez que fecho os olhos e penso em ti, é sorrir boba de amor ao escutar Familiar Ground, desfrutando dessa coisa bonita que você me dá todos os dias. É esse coração disparado quando ouço a chave girar na porta de casa, e não temer ao futuro porque sei quem somos e confio nessa beleza que nasce onde quer que estejamos. 
7. Plenitude é o que sinto todas as noites deitada na cama abraçada às tuas costas brancas como o marfim, cheia de estrelas que não me canso de contar. É a nossa casa, onde cada cômodo é uma coletânea das nossas vidas, é esse lugar onde eu não me sinto só.
8. É você e sou eu. É o que vivemos hoje e é o que há de vir.


Agarra mis manos con mucha fuerza y camina sin temer.
Te quiero!



(Por Dani Cabrera)

sábado, 25 de octubre de 2014

Dessa Música Que Não Pára de Tocar



Gosto de olhar para trás. É bonito ver que os dias e anos vão passando com pressa, que as estações mudam, que em minhas expressões se desenham linhas de tempo e que tu permaneces aquí, vendo tudo isso acontecer abraçada à mim. Gosto de lembrar daquelas dificuldades bobas, daqueles planos de aventura implícita, daquele desejo que hoje é a nossa vida. 

Gosto de sentir o cheiro da pintura amarela do quarto pequeno de convidados enquanto te escrevo essas linhas e tu me gritas a cada cinco minutos. Gosto de abraçar teus compromissos, tuas preocupações e tua alegria. Gosto de ti, tanto tanto que só de pensar minha alma inteira se despedaça e alça vôo, tropeça bêbada de tanto querer e cai sem jeito, sorrindo feito aprendiz ao teu lado. Gosto das tuas manias, do teu metodismo, do teu pai, da tua mãe, da tua tia. 

Gosto dessa sensação de vida bem vivida, dessa paz e dessa luz que invade a nossa casa todas as manhãs, ainda que chova quase sempre. Gosto do teu corpo bonito de mulher, gosto do cheiro que escondes dentro da tua camiseta, detrás do teu pescoço e debaixo do teu umbigo. Gosto das tuas mãos de artesã, que me modelam, me despertam e me fazem dormir. Gosto da idéia de que por casualidade seja um desafio andar de mãos dadas pela Ruas das Pessoas Tristes, e desses beijos que me dás entre sorrisos e surpresas, ondeando nossa bandeira de todas as cores. 

Gosto de que você goste tanto de mim também. Gosto de ser tua companhia, gosto de que contes sempre comigo e de que tenhas a certeza de que tudo vai ficar bem. Tudo vai passar, e eu aquí estarei, também abraçada à ti. Gosto de saber que, o dia de amanhã ainda é incerto, completamente desconhecido, mas o nosso trabalho, cariño mio, nos dá a garantia de que não é preciso temer à nada.

Estou agarrada à ti. 
Não te solto nunca mais. 
Não me soltes nunca mais. 

Benditos son tus ojos grises.

 Por Dani Cabrera

martes, 3 de septiembre de 2013

Sea Inside


Agora eu entendo o motivo de nada antes ter vingado. 
Entendo que foi preciso perder tudo o que não era pra mim, e que todo aquele drama não era fracasso. Entendo porque sei quem sou e onde estou – entendo porque sei quem és e onde estás. Estás aqui e desde então tenho a sensação de que já não necessito tanto pra me sentir... sentir. Feliz. 

Te amo silenciosamente: olhando-te nos olhos, beijo-te com meu sorriso e por dentro meus sentidos soam como trovão. 
 E depois disso tudo volta a ser silêncio – como se não precisasse dizer uma palavra mais sequer. 

Calmaria.
Mar a dentro.

Por (tu cariño) Dani Cabrera.


viernes, 19 de octubre de 2012

Valsa para 2


Hay quien me quiera parecido. 
Pero no hay en el mundo quien me quiera cómo yo te quiero a ti. Y ahora mismo que los papeles se invierten, es todo tan tan tan bonito que se me fluyen las palabras. 
La poesía es eso: la falta, el antojo. Es pensar en ti, a quien tengo a mi lado, y disfrutar sin entretenerme con tus benditos ojos grises.
 
Mis sentidos gritan con toda la alegría: la pequeña gigante Madrid ya es nuestra!
 
 
Por Dani Cabrera

domingo, 9 de septiembre de 2012

Primavera Repetida



Todos os tempos chegam, ainda bem.
O que antes não era, passa a ser – deve ser assim que o mundo muda.
E eu que antes estava só e tudo parecia um pouco fora de lugar. Mas desde que ela está aquí o mundo parece um lugar melhor. Não digo que tudo agora é mais fácil, não me desentendam, mas sim, tudo parece bem melhor desde que meu peito é o teu abrigo. E se alguém me perguntar se é por acaso ou por destino, não sei dizer. Então que seja pelo motivo que tiver que ser, mas que essa estrada ao lado dela seja sempre esse caminho de encontros, e que me acompanhe sempre essa sensação de ser a pessoa mais afortunada de todo o planeta. Que assim seja.
Todos os tempos chegam para quem algo anseia.
Era ontem quando eu sonhava mostrar-te meu mundo de calor e bossa, meus pilares, o amanhecer da terra verde-amarela. E que feliz me senti ao ver-te florecer onde eu pensei que tudo se resumia em uma confusão sem precedentes. Despojei-me diante de ti e agora mais do que antes sabes bem tudo o que eu sou. E tú, quem és? Tú sim és toda a força que levo dentro, és minha valentia, és a certeza de um futuro bom, um hoje de sonhos que se realizam a cada instante. Treina meus olhos para discernir matizes de paz e clareia a minha vida inteira cada vez que desperto ao teu lado.
Agora já falta muito pouco para que conheçamos nossa nova cama, a nossa casa nos espera em Madrid ainda perdida e eu conto o tempo com o peito em chamas, o corpo no ar e minha mente em ti. São as últimas horas de sentir saudades. E depois disso a mesa é para dois.

Te prometo todo o amor que eu possa sentir até que seja tudo isso uma história bonita contada pelos que nos vão suceder. Abre bem os braços que eu estou chegando!

Te quiero y gracias por todo, todo, todo.


Por Dani Cabrera

lunes, 25 de junio de 2012

Amanecer


Es que ya estás llegando. 
Y como tú, todo lo demás. Como todo eso que ha llegado contigo cuando apareciste. 
Es que tengo la sensación de un desatar de cosas tan bonitas, de enigmas descifrados, de pelos de punta, que si no fuera por detalles tan pequeños del día a día, podría jurar que nada de eso es realidad, y que es todo un sueño. La casa vieja tuvo que caer para que la nueva se pudiera construir, fuerte, cómo aquí dentro ya la veía yo con mis ojos de niña soñadora. Y está de pie, cariño mío, es el hogar de todas mis razones de querer siempre algo nuevo para dos. Has abierto puertas y ventanas y sigues haciéndolo a cada mañana – ya hace tiempo que no soy una en este mundo, lo que pienso para mí lo deseo para ti. Solo por verte sonreír. 
Ya estás volviendo otra vez de esos seiscientos kilómetros de frío. Volverás, para pesar del lado derecho de nuestra cama; qué feliz me siento al verte venir por el pasillo y tu pijama tirado en la esquina de la habitación. Que llegues ya, y que me mires a los ojos, y me dejes saber otra vez el olor que escondes debajo de tus pelos castaños mientras me abrazas y solo sé pensar en lo bueno que es tenerte conmigo. Mueves el mundo minúsculo en el que vivo y me tiras al suelo. Me vuelves a levantar y soy capaz de ver mil horizontes nuevos en esa suma-de-vidas-tú-más-yo. 
¿A dónde iré si no te vienes conmigo? 
Enamórate conmigo de un plan cualquiera y preparamos nuestras maletas. Sácame de esa rutina que ya resta y te prometo comer más vegetales. Ahoga mis miedos y enséñame a flotar sobre el agua, pero jamás me quites tu mirada y la paz de dormir apoyada en tu espalda. Propónme cosas, propónme mucho, vuélveme loca, cuéntame tus deseos y verás que no hay imposibles. 

Ya queda muy poco, en dos días estarás aquí y pronto viene el mes de julio. 
Es que el verano ha llegado finalmente, y todo me huele a cambios, a novedades, a cosas buenas... 

Dame la mano y prepárate para girar bien rápido. 
Creo que el futuro acaba de empezar. Por fin! :D


Por Dani Cabrera

sábado, 25 de febrero de 2012

Deseo, deseo... Eternidad.


Mírame a la cara. 
Sácame la luz que me enciende los ojos – y bebe de mí. Cubre mi sonrisa con tus manos, lléname la boca con tus besos, mi cabeza de sueños, de valentía; sácame de la realidad que cree que hoy en día ya no vale la pena, y que soñar es superfluo. Sácame de aquí. Llévame contigo, bailando a tu manera, ciérrame los ojos que hoy no quiero depender de mis instintos, de lo que veo de lo que me digan - tápame los oídos con tu voz diciéndome cuánto me quieres, que soy tu cariño y cuánto deseas que el futuro que ya se hace presente seamos tú y yo. Hazme decir al final de todo, cuando mi último suspiro, que valió la pena ser extranjero en esta vida que no nos deja llevar casi nada, y que a Dios le pido que me deje llevar todos los recuerdos tuyos, y que ojalá tengamos la oportunidad de estar juntas otra vez, cuantas veces más volvamos. Si es que volvemos. Sólo puede creer en otras vidas quien sabe lo que es amar a alguien. El tiempo es demasiado corto, mi vida, corto, corto, corto. ¿Y que hago yo aquí, tan lejos de ti? El tiempo es demasiado corto para que se consuma tanto amor. Soy vino, soy pan y soy tu almohada.
Por eso, bebe de mí, come de mi carne, agárrame la vida entre tus dedos, y sáciate. Trágame. Sóplame. Quiéreme. Mucho. Como yo a ti. Te quiero.

Por Dani Cabrera  


*Foto: Eva María Abuín Parga, ¨Pareja Ausente¨

martes, 20 de diciembre de 2011

Aurora Boreal



Agachou para tomar impulso e saltou decidido naquele abismo cheio de nada, com os olhos fechados, sem esperar mudar de planos, sem esperar por nenhum socorro, por nenhuma chispa mínima de fogo que o pudesse fazer re-acreditar, re-esperar, re-sonhar. Saltou sorridente, e apertou bem os braços em contra o corpo para que nenhum clavo ardiendo o impedisse de chegar onde queria; enquanto o vento acariciava-lhe o rosto com golpes de lucidez, enquanto esperava o momento do choque com o fundo do nada: havia decidido desistir. Saltou e se distanciava cada vez mais da superfície, se perdía entre a escuridão que permanecia inerte com o que era só uma queda mais. Não pensava em nada além da possibilidade de despertar daquele pesadelo que vinha corroendo-o por dentro e por fora já faziam sete meses. Saltou decidido, repito, até que do alto daquele abismo no meio do deserto se ouviu algo que esperava sem esperar. Alguien viene a por lo suyo. Até que se consumara ainda não era fim. E quando já havia saltado desistiu de saltar, depois de ouvir aquela voz que supostamente não voltaria, mas que veio acompanhada de um braço comprido que o agarrou no ar e o salvou da queda, e o trouxe de volta a luz. E ao ver aquele par de olhos grises, teve outra vez sede de vida.


Viniste con tus brazos largos, cariño mío.
Me he agarrado en tus manos y vuelvo a estar aquí.
Del abismo ya no me acuerdo de casi nada. Gracias por volver a tiempo. 

Sigamos, vivamos. Queda mucho por hacer.

Por Dani Cabrera