sábado 25 de febrero de 2012

Deseo, deseo... Eternidad.


Mírame a la cara. 
Sácame la luz que me enciende los ojos – y bebe de mí. Cubre mi sonrisa con tus manos, lléname la boca con tus besos, mi cabeza de sueños, de valentía; sácame de la realidad que cree que hoy en día ya no vale la pena, y que soñar es superfluo. Sácame de aquí. Llévame contigo, bailando a tu manera, ciérrame los ojos que hoy no quiero depender de mis instintos, de lo que veo de lo que me digan - tápame los oídos con tu voz diciéndome cuánto me quieres, que soy tu cariño y cuánto deseas que el futuro que ya se hace presente seamos tú y yo. Hazme decir al final de todo, cuando mi último suspiro, que valió la pena ser extranjero en esta vida que no nos deja llevar casi nada, y que a Dios le pido que me deje llevar todos los recuerdos tuyos, y que ojalá tengamos la oportunidad de estar juntas otra vez, cuantas veces más volvamos. Si es que volvemos. Sólo puede creer en otras vidas quien sabe lo que es amar a alguien. El tiempo es demasiado corto, mi vida, corto, corto, corto. ¿Y que hago yo aquí, tan lejos de ti? El tiempo es demasiado corto para que se consuma tanto amor. Soy vino, soy pan y soy tu almohada.
Por eso, bebe de mí, come de mi carne, agárrame la vida entre tus dedos, y sáciate. Trágame. Sóplame. Quiéreme. Mucho. Como yo a ti. Te quiero.

Por Dani Cabrera  


*Foto: Eva María Abuín Parga, ¨Pareja Ausente¨

martes 20 de diciembre de 2011

Aurora Boreal



Agachou para tomar impulso e saltou decidido naquele abismo cheio de nada, com os olhos fechados, sem esperar mudar de planos, sem esperar por nenhum socorro, por nenhuma chispa mínima de fogo que o pudesse fazer re-acreditar, re-esperar, re-sonhar. Saltou sorridente, e apertou bem os braços em contra o corpo para que nenhum clavo ardiendo o impedisse de chegar onde queria; enquanto o vento acariciava-lhe o rosto com golpes de lucidez, enquanto esperava o momento do choque com o fundo do nada: havia decidido desistir. Saltou e se distanciava cada vez mais da superfície, se perdía entre a escuridão que permanecia inerte com o que era só uma queda mais. Não pensava em nada além da possibilidade de despertar daquele pesadelo que vinha corroendo-o por dentro e por fora já faziam sete meses. Saltou decidido, repito, até que do alto daquele abismo no meio do deserto se ouviu algo que esperava sem esperar. Alguien viene a por lo suyo. Até que se consumara ainda não era fim. E quando já havia saltado desistiu de saltar, depois de ouvir aquela voz que supostamente não voltaria, mas que veio acompanhada de um braço comprido que o agarrou no ar e o salvou da queda, e o trouxe de volta a luz. E ao ver aquele par de olhos grises, teve outra vez sede de vida.


Viniste con tus brazos largos, cariño mío.
Me he agarrado en tus manos y vuelvo a estar aquí.
Del abismo ya no me acuerdo de casi nada. Gracias por volver a tiempo. 

Sigamos, vivamos. Queda mucho por hacer.

Por Dani Cabrera

miércoles 7 de septiembre de 2011

Tú, viento...


... sóplame. Llévame.

(De poquito a poco, vuelvo).


Por Dani Cabrera

lunes 11 de julio de 2011

Acidez Suprema


Vete por ahí, amor de mi vida entera, con tus inquietudes, tu falta de paz de espíritu y tu sensatez escasa. Vete por las calles donde te pierdes ebria de tus dudas, intentando encontrarte en cualquier transeúnte que te lleve a un lugar que tú ni siquiera sabes si existe o es fruto de tu imaginación. ¿Quién conocerá las ideas de tu cabeza? Vete tú, pasada alegría mía, mi dedicada hasta el día en que decidiste soltar mis manos. Vete con tus miserias, tus desordenes, tu caos interior que por muchos días he apreciado. Vete.
Vete con todas las que te pueden llegar a querer sin conocer la posibilidad de lo que es quererte con toda la fuerza que te quise un día. Con toda la ingenuidad y entrega. Vete, que a lo mejor no sea eso lo que quieras. Y no lo encuentres. Jamás. No lo encuentres, no rompas a nadie más.
Vete con otros cuerpos, apóyate en otros brazos. Sáciate en otros besos, despierta en otras camas. Miente otra vez sobre todo lo que sientes. Engaña con tu inestabilidad. Acaricia a otros rostros con tus espinos. Ama con todo tu terror. Y vuelve a caer en tu inconstancia. Vuelve a dejar a cuantas otras te sean necesarias, hasta que te encuentres rodeada del eco tu propia voz. Hasta que finalmente encuentres la soledad impiedosa que tanto deseas conocer.

Eres la historia más bonita y triste que ya he vivido. Eres dueña de una fortaleza que construí yo misma, con mis manos y mi sudor. Un castillo que te he regalado yo. Un castillo desierto, habitado por sombras y telarañas, un jardín muerto de invierno. Eres la espinilla que no se puede sacar, la lección mal hecha y bien comprendida. Eres como una serpiente que te alejas y te acercas solo para picarme una y otra vez más. Encargada de quitarme la esperanza y la vida; y yo a ti me entrego. Me apaleas con tu voz de seda, me llevas al más alto monte, me tiras al despeñadero y mientras caigo gritas diciendo que yo puedo volar. Por si creo. Me has bautizado como tu experimento, agarra mi cara y me bombardea con tu sonrisa, llenas mi alma de destrozos con tu mirada dulce. Me despojas de mi armonía como la gravedad que se burla del pobre equilibrista.
Eres la rosa orgullosa del principito, y yo pequeña enamoradiza de tus astucias. Te cubro de todo mi cuidado y te quejas, me dices que me vaya en una caravana de mil pájaros azules, pero lloras al verme partir. Te busco en desiertos y desiertos. No te encuentro ni siquiera en el mundo paralelo de la física cuántica: solo existes – todavía – dentro de mí.

Cojo el primer tren de vuelta al pasado y te vuelves una mentira edulcorada, mal hecha. Mejor quedarme aquí, donde el dolor es dolor, donde el amor se ha vuelto desamor. Donde no te encuentro, mientras tú te vas, sin freno. Sin mí. Sin ti.

Por Dani Cabrera

martes 24 de mayo de 2011

Enquanto o sol não vem...

Também não vale a pena fingir um equilíbrio que não tenho.
A gente tem que descobrir maneiras – sejam quais forem – de ficarmos fortes. (Caio)


http://danicabrerablog.blogspot.com/

lunes 18 de abril de 2011

miércoles 6 de abril de 2011

Sobre as Vésperas de uma Ciranda




Quantas vezes chamei a primavera em voz alta, quando ainda chovia, quando o chão se cobria de neve. Quantas vezes me perdi no tempo contando horas, semanas, meses e assim chegou o tempo, meu bem.
Faz calor hoje, as calçadas estão coberta de flores, o pólen dança com o vento e cobre tudo de amarelo. E por dentro eu repito o teu nome, e penso no que será quando for minha a grande Madrid, penso na Torre que vou deixar pra trás, agradecida por tudo. São quatro semanas e um pouco mais, o que resta pra que possa abraçar um sonho que eu tive quando te reconheci.

Estou chegando, mi amor querido.


Por Dani Cabrera

jueves 27 de enero de 2011

Carta ao Pé do Ouvido

Meu amor,

Tu não estarás só quando levantares pela manhã, uma dessas congeladas da gigante Madrid, quando lavares o teu rosto com a água fria e te olhares no espelho, como quem aposta tudo o que tem num jogo de roleta, sem saber o que te espera num novo dia. O resultado será sempre o melhor se tu decidires assim. A sorte é complemento dos que amam. Eu, aqui, farei o mesmo, e comigo tu estarás. Tu estás sempre comigo. Tu não estarás só quando andares pelas ruas cheias de gente que vem e que vai, sem notar que não são os únicos transeuntes da Gran Vía. Não estarás só ao entrar no bus, no metrô. Eu te sigo, todos os dias, vou contigo, somando as minhas forças às tuas. Te perseguem todos os sonhos que tens, os que sabes e os que não sabes: vão detrás de ti, por onde quer que andes, de mãos dadas com eles eu vou também. Agora que a distância física começa a se despedir, e que sinto tudo por dentro em constante ebulição, existe esse meio tempo entre o disparo e o alcance, a espera mais imediata (imediatamente eterna, se me permitís). Podemos respirar e olhar pro tamanho de estrada que temos deixado para trás, e sentir prazer na perseverança, na constância, na vida toda.
És o motivo do meu desejo de eternidade.


Mi vida, mi reina, mi hogar.
Te quiero.


Por Dani Cabrera

domingo 19 de diciembre de 2010

Agridoce

Eu quero sair do convencional,dos trilhos que desenharam para mim nesse chão, porque sou avião. E avião traça a sua própria rota perfeita. Quem olha de desde abaixo sempre o vê como se ele fosse em linha reta, mas não. A linha é reta porque é ele quem a faz.
Eu quero me esquecer das palavras bem conectadas, aquelas que eu sei que fazem com que tudo o que eu diga seja aceito sempre. Eu gosto também do desacordo. Eu gosto também do conflito. Existe algo muito bonito no confronto, algo maduro. Desafio nutritivo. D E S A F I O. Eu quero não me lembrar somente de ilustrações angelicais, lolipops, de arco-íris, de nuvens e céu azul, de primaveras, como se a vida fosse um vinte-e-quatro-horas de perfeição, porque não é. A perfeição se esconde na capacidade de sobreviver às desvirtudes. O gosto doce da boca também pode vir do agrio. Isso quem decide é quem degusta. Quero um pouco do bucolismo da cidade grande. Porque há. Quero tudo.
Quero deixar um pouco de tanto doce-de-leite, joaninhas, dessa infecção Tautou, que à mim nunca fez e não fará mal algum. Peço perdão, digo que já venho , e que preciso expandir. Quero uma tormenta caindo lá fora, quero um furacão em lugar de uma calmaria que atormenta, e que esse furacão saia de dentro de mim e leve tudo o que é meu para onde carecer. Não pretendo que a voz seja suave, não desejo que tudo seja fácil, não quero nenhum maná, nem que me prometam terra alguma. Quero pimenta malagueta, quero que seja por merecimento, por suor, pelas mesmas mãos que extrenizam o que eu sinto. Quero clareira, mas quero que a floresta ao redor seja selva de verdade. Quero oásis, mas também quero cinquenta graus e areia. Não quero ser o topo da cadeia alimentar. Quero olhar para tudo e me sentir animal que sou; bicho humano. Gosto do valor pessoal que tudo tem. E esse é o único valor que se leva daqui.
Não quero Versace, Dior. Nada disso. Não troco minha couraça por glamour nenhum. A beleza das coisas estão escondidas na simpicidade delas mesmas. Não quero fugir do clichê com os seus próprios artifícios. Não quero fugir do clichê. Nem estar com ele.
Quero humanidade, transparência, sangue, carne e sentimentos. E que ainda assim o aroma seja suave para quem sente.
De tudo existe para quem se dispõe a ver.
Os olhos só podem ver o que se projeta de dentro.

Uma coisa peço: que o amor seja sempre base em todos nós.
E que sejam celebradas todas as formas de amor.

Por Dani Cabrera

viernes 26 de noviembre de 2010

Verde, que te quero verde...

Sentei-me como todos os dias, meia hora antes de começar o expediente, para tomar coragem e enfrentar as tão suadas oito horas correndo de um lado pro outro, entre sorrisos, caras-feias, cumprimentos e taças de cafés. Acendi um cigarro, o primeiro do dia, mesmo sabendo que a nicotina tem derramado em mim tanto cansaço que parece que ando numa corrida de São Silvestre eterna. Li o adesivo colado detrás do maço que diz que fumar acorta la vida. Não dei importância. Segui à diante. Pensei e repensei em como foi que o destino me levou com a minha cantiga à outra parte, e como vim parar aqui, justamente aqui onde estou, coisa que faço quase que liturgicamente todos os dias. É parte da minha rotina ficar abobada com essa mania inquieta que a vida tem de nos mover para um lado e para o outro, como se estivesse insatisfeita com a nossa tão típica inércia. Vou como folha verde que se despega de um galho seco qualquer, voando,voando sem saber onde vai dar. Voamos todos sem notar que estamos voando. E só nos damos conta quando paramos em um beco desconhecido, rua de pedra, varandas de sobrados cheias de flores e cata-ventos. Como se despertásemos em um sonho. Desse jeito nos manipula a vida, e te explico como. É assim: primeiro é como se ela soprasse uma idéia incansavelmente no nosso ouvido, vinte e quatro horas ao dia, durante meses, ou durante anos, até que a coisa se assimile meio que por osmose, e o fantoche grite: Sim! Eu tenho um sonho! Sonhos e sonhos. Deixa de ser bobo! Sonhos existem sim, mas não são de ninguém menos que da própria vida; essa mesma que no fim das contas sempre nos convence a ir pelo caminho que vai te levar aonde ela quer. Mas a decisão de ¨deixar-se levar¨ é pessoal. Também há quem morra no mesmo galho em que nasceu. E esse voa de outra maneira. Mas essa outra maneira pouco interessa agora mesmo. A questão é que só faltavam trinta contados minutos para que eu começasse a minha jornada, tinha um cigarro às vezes entre os dedos, às vezes apoiado nos lábios, e, sem perceber odiei a maneira que os segundos do relógio em cima da pia não cansavam de avançar, logo hoje que estaria tão bem ficar em casa e ver a tv, e olhar o mar, e a torre que ela me disse que diz um mito que do alto dela se pode ver a costa irlandesa… Odiei o relógio, e a sua cor não me convencia. Então resolvi olhar para dentro. No peito uma trouxa de saudade encostada num cantinho qualquer de uma parede pintada de azul, e no entorno, amor, muito amor, nas gavetas das cômodas, dentro e fora dos armários, em cima das mesas e dos sofás, espalhados pelo chão, sobre e sob os tapetes – só se encontrava uma copiosa desordem de amor jogados por todos os lados. Foi assim que eu me lembrei que o relógio corria à meu favor, e que era tudo por culpa do verão que tem pressa por chegar já. Nunca esperei tanto por um verão. Bem que eu ainda penso que seria mais bonito que entrássemos na nossa casa num dia colorido qualquer de primavera, mas o amor também é responsabilidade, meu bem, e se convir à vida nosso desejo pode vir a antecipar-se nela. Quando me dei conta depois de pensar, e ver tantas coisas, e cumprimentar a tanta gente, eu sorri, eu chorei, eu lutei, eu corri como os ponteiros e passaram-se três dias mais como num estalar de dedos, e o verão vem vindo, ainda que seja inverno. O verão vem vindo. E quando o verão chegar seremos as duas uma folha só, mais verdes que nunca, voando, voando, voando…

Por Dani Cabrera