martes, 25 de agosto de 2009

Da Idéia Que Eu Tive...

Eu tenho um plano.
E na verdade precisamos ter um plano de fuga pra toda essa inquietude que ronda os pares do mundo. Porque todo mundo sonha tanto com um amor eterno, ainda que se diga o contrário, e que se faça aquele discurso hipócrita de que bom mesmo é estar livre. Mas liberdade não é estar solitário. Liberdade é poder ser quem se é independente de quem esteja ao teu lado.
Mas não vim aqui pra fazer discurso algum sobre liberdade, vim aqui pra ser direta como a tua personalidade forte tem me ensinado a ser. E eu vim te dizer que tenho um plano. Um plano pra essa coisa que a gente nunca sabe quando começa e quando termina.
Não quero te dizer que te quero ao meu lado pra sempre porque talvez pareça cedo demais, apesar de todos os meus movimentos dizerem que do teu lado eu fico tão boba feito menino no parque e o restante do mundo desaparece, até cairmos em si, dar aquela risada e eu dizer: respeite as crianças!
Não quero falar em “vida-toda” porque isso já é produto do mundo moderno, ansiedade disfarçada. Não quero falar do que já falei, quero novidades e eu sei que isso você me gera.
Quero te falar de minutos e minutos que podemos estar assim, lado a lado, e que podemos ir como agora, sorrindo – tu com esses olhos que tem uma cor que eu antes achava triste demais, e eu com essa minha cara de boba que fica pensando o tempo todo em que-sorte-eu-tenho-sempre. THE GREAT ESCAPE.

Te digo meu plano:

Vamos assim, eu e tu, tu e eu, fazendo cara de contentes demais, esperando dias, esperando palavras, disfarçando e distraindo o tempo até o dia em que a vida decidir ser. Fim.


Por Dani Cabrera

Recebi esse MEME da Sophia, também há uns dias atrás, e só hoje tive tempo de responder.

Regras:
1) Responder a verdade.
2) Repassar aos blogueiros que conhece.
3) Não esquecer do recadinho para quem te convidou.


Perguntas:

1) Onde está seu celular? Aqui do meu lado.

2) E o namorado? Sonhando.

3) Cor do seu cabelo? Castanho avermelhado.

4) O que mais gosta de fazer? Depende do dia. Gosto de sair e me reunir com meus amigos pra conversar e tomar algo, gosto de estar em casa pra ouvir música ou ler um pouco.

5) O que você sonhou na noite passada? Melhor não dizer... rs

6) Onde você está agora? Em casa, na sala.

7) Onde você gostaria de estar agora? Em Cambados. : )

8) Onde você gostaria de estar em seis anos? Na Capital ou em Barcelona.

9) Onde você estava há seis anos? No Rio, trabalhando na C&A, de vitrinista.

10) Onde você estava na noite passada? Trabalhando até as 22h, e logo cama com direito à muita febre! Ah! Antes tentei assistir Big Fish, mas não consegui terminar. Vou Terminar daqui a pouquinho.

11) O que você não é? Muita coisa de boa e muita coisa de ruim.

12) O que você é? Que complexa essa pergunta...

13) Objeto do desejo? Lá vai: um New Beatle vermelhooooooo!!! E uma caravana pra dar uma rodada pelo país.

14) O que vai comprar hoje? A essa hora já não se compra nada. (01.57)

15) Qual sua última compra? Curativos. rs

16) A última coisa que você fez? Pasta de Atum.

17) O que você está usando? Pijama e fones de ouvidos bem grandes! Descalça como sempre.

18) Quem está com você agora? Sozinha, supostamente.

19) Seu cachorro? Ai, prefiro gato, mesmo tendo que tendo o Bob, tadinho! Que ele não leia isso! Hahahahahaha...

20) Seu computador? HP. Mas já tenho que trocar porque já está ficando bem surrado.

21) Seu humor hoje? Tô uma mistura de apreensão com felicidade. Tô ansiosa também, no bom sentido da coisa. Tô me sentindo quase satisfeita, com um quase gostinho de consegui. Tô me sentindo feliz.

22) Com saudades de alguém? Sim! Muuuuita! Mas com dias contados! :D

23) Seu carro? Preciso terminar a auto-escola antes.

24) Perfume que está usando? Perfume não, um hidratante dove.

25) Última coisa que comeu? Sanduíche de pasta de atum.

26) Fome de quê? De vida! De tudo!

27) Preguiça de… ? Não to lembrando agora, mas tenho preguiça de muita coisa.

28) Próxima coisa que pretende comprar? Posso pular essa?

29) Seu verão? O verão já está indo embora e eu ainda não fui à praia...

30) Ama alguém? Amo.

31) Quando foi a última vez que deu uma gargalhada? Ainda há pouco lendo um site de cantadas de pedreiros! Hahahahahahhaha...

32) Quando chorou pela última vez? Domingo retrasado.


Repasso à:

Janaína

Karine

jueves, 13 de agosto de 2009

Do Que Eu Preciso Te Dizer...

Eu preciso te dizer que minhas intenções a teu respeito são as melhores, e preciso que você acredite em mim.
Eu preciso te dizer também que não esperava que você fosse me invadir o peito sem pedir permissão, sem ao menos deixar que eu percebesse ou tentasse impedir a tua entrada: você entrou e se sentou em um lugar onde quem se senta não se levanta.
Você precisa saber que algumas coisas, ainda que não pareça, ainda estão em fase final de cicatrização, apesar de já não verter sangue algum. Só algumas lembranças que me deixaram uns reflexos mal feitos, e que às vezes me fazem dar ou deixar de dar passos. Eu sei que não pode ser assim, eu sei – questão de tempo. É tudo teu. Eu preciso te dizer que não adiantou temer e me conter. E preciso te perguntar: como foi que você me roubou pra você?
Eu quero que você saiba que sinto muita, mas muita vontade de te levar de alguma maneira até o meu próximo ano, e o outro e o outro e mais quantos puder. E quero que você saiba que os teus olhos me fazem querer isso cada vez com mais força a cada vez que você os finca nos meus, e sorri. E eu já não quero desviar os meus olhos por medo de cair de vez nas tuas mãos, porque eu já não tenho armas pra te enfrentar, a única saída é me render. Eu quero te dizer também que quando você deita no meu braço esquerdo perto do meu peito pra descansar tua alma eu me sinto completa, e não seria infeliz se o fim desse preenchimento tivesse que ser uma conversa de botas batidas. Eu quero te dizer que já faz tempo que a minha magia não funcionava e que os meus olhos não brilhavam tanto, e que foi só você chegar pra que tudo voltasse a crescer e eu recuperasse esse fôlego de jovem que toma água da fonte, mas tenho que te confessar também que morro de medo de te dizer essas coisas tanto quanto morro de vontade de te dizer tudo isso e mais agora mesmo. Eu quero te levar adiante, e quero te dar todo o valor que te cabe. Quero te sentar nos lugares que você merece sentar-se e te dar o cuidado e o respeito que você merece, quero aprender a decifrar todas esses teus enigmas cinzas e coisas que você me diz e que me deixam forte, forte, forte – e fraca de tanto querer. Quero que você perceba que abri espaço agora, e que você pode se acomodar e ficar até o dia que eu não vou me atrever a dizer qual é.
Todos dormem já. Só em mim que a saudade não dorme.

E quase me esqueço, um pedido que quero fazer:
Confia em mim. Me dá a mão bem forte e pula comigo daqui.


Por Dani Cabrera

jueves, 30 de julio de 2009

Dos Tonteios Que Confesso Ter...

A questão foi que eu passei tempo demais tentando dar nomes ao que não precisava em lugar de ir em frente e dar vida ao que precisava viver.
É que nós - as pessoas - temos a estranha maneira de complicar tudo com os nossos métodos e fórmulas infalíveis que não nos levam a lugar nenhum, nos mecanizam... não deixa transluzir. A questão é que era ela, e é, e eu preciso fazer algo antes que o portal que dá acesso a essa nova dimensão se feche outra vez e me deixe no frio, do lado de fora.

De tanto temer errar eu acabo me esquecendo também de acertar, e querendo acertar eu quase deixo de ser eu mesma. Eu não quero dizer-te que penso em ti a essas horas da madrugada, e com tanta falta que remói a garganta. É que eu quase me esqueço que com o tempo as pessoas acabam se esquecendo que o natural é envergonhar-se somente do que é indigno, mas o crucial é ser quem se é. E você sabe que eu tenho sentimentos, e é normal que eu esteja desejando muito, mas muito te ver a ponto de doer agudo, e talvez querer fugir.
E não me diga pra não me apaixonar porque eu vou encher a tua casa de flores.
Não se trata de querer despejar em você toda a carência que eu mesma dissimulo não ter.
É saudade, saudade e carinho, e só.

E eu que pensei que seriam suficientes todas aquelas vezes que entre um beijo e outro, entre um entregar-se e outro, eu te olhava atentamente os detalhes, com fome de guardar qualquer imagem tua que pudesse amenizar a saudade que eu começaria a sentir milésimo de segundos depois de você beijar a minha boca que se faria outra vez fria e soltar as minhas mãos pra entrar naquele trem que te levaria pra cidade ao lado. Eu imaginava que quando você subisse naquele trem algo de mim seria levado, mas não sabia que me doeria tanto a ponto de me tirar a paz na segunda-feira. A saudade segue aqui, e toda a tentativa de te manter fresca na lembrança foi só artifício pra me prender mais ainda na falta que eu sentiria.

Essa noite eu não vou chorar de saudades.
Vou fechar meus olhos, e exigir que as horas tragam você pra mim. Outra vez.


Por Dani Cabrera

martes, 21 de julio de 2009

Estou Aqui Também...

O Que Eu Não Disse
E o que eu também não vou dizer...

Só pra informar, porque muita gente ainda não sabe da existência desse meu segundo BLOG. Quem quiser acompanhar encontrará as portas abertas!
Muito obrigada pelas visitas em Do Amor Que Sinto, pelo carinho de cada um, pelos recados que me deixam mesmo toda boba..., feliz - de saber que de alguma forma nos acrescentamos algo.
Peço perdão por não ter atualizado com tanta frequência e por estar completamente por fora das novas normas dessa reforma gramatical que aconteceu a pouco tempo na língua portuguesa, mas é que foi justo na fase que eu saí do país. Estou mesmo desinformada sobre o que aconteceu, mas vou buscar me atualizar de alguma forma.
Perdoem as minhas tremas (...) que eu já sei que não se usam mais, mas é que dizem tanto sobre o silêncio e sobre as palavras que eu prefiro não dizer pra que cada um possa completar como bem entender...

Bom, é isso, o recado foi dado, deixo um beijo imenso pra cada um, desejo muita saúde e fé o suficiente pra seguir acreditando no amanhã e nas oportunidades que virão.

Grande abraço,

Dani Cabrera.

PS.: Logo-logo eu atualizo aqui! ; )
* Foto: Eu no Parque Güell, de Gaudí, em Barcelona. Apaixonada por essa cidade!

viernes, 17 de julio de 2009

Porque Un Día Hay Que Volver...

Tá certo. Eu sei que não se deve dissimular, mas eu preferi me calar.
Eu não quero que ninguém se importe, porque hoje já não há ferida, senão uma cicatriz que vez ou outra me recordo que a tenho. E já não lateja quando o tempo muda; muito raramente.
Pois bem, eu preferi me calar. Preferi não dizer sobre todas aquelas coisas secas que haviam morrido bem dentro de mim, e que por noites e dias me fez ter febre e alucinações. E me fez sair pelas madrugadas chamando um nome que eu bem sei que não me responderia. Impossível.
Eu preferi não falar das vezes que eu tinha que sorrir porque alguém dependia disso pra seguir acreditando, mesmo não acreditando – mais - em exatamente nada. Preferi não falar todas aquelas coisas duras que eu na verdade hoje vejo que precisava dizer, mas me calei.
Pela diplomacia. Eu consegui.
Eu preferi não falar em desamor, senhores, mesmo sabendo que um dia você vai sorrir e acreditar na eternidade, e no outro você pode estar perdido, tateando no escuro sem saber que o hoje é hoje. Porque algumas vezes eu queria acordar, como a menina que tem a sorte de ter uma vida a seu favor sempre – e assim sou -, mas dessa vez não, eu não estava dormindo, e era tudo realidade. Eu não vos queria dizer que tudo foi em vão, por medo, e calando-me os vi seguir. Pra mim só já bastava saber... Valeu a pena.
Eu não quis falar de coisas tristes, e mesmo assim hoje, pra que o ciclo esteja fechado eu preciso dizer que eu superei, mais essa. E que sigo forte e boba demais a ponto de acreditar em tudo outra vez...

A vida segue e a minha força não foi retirada.
A vida segue. E eu sigo, com ela.


(O que é meu segue em mim).


Por Dani Cabrera


“Voy a recoger mis alitas rotas, y las pegaré trocito a trozo y volaré. Yo soy una montaña rusa que sube que baja que ríe que calla confusa me dejo de llevar, por lo que los días me quieran mostrar. Buscome”.
(Bebe - Buscome)

lunes, 15 de junio de 2009

De Onde Eu Te Vejo...

Você vai passar na rua dentro de alguns poucos segundos.
E eu vou correr pra janela só pra te ver passar.
Eu vou correr pra janela e vou ficar calada, só te olhando enquanto você dá teus passos em direção a um lugar que eu não tenho a mínima idéia de onde seja – e eu vou me consumir de vontade de ir junto contigo.
Se por acaso você ameaçar um olhar pra cima eu vou me esconder por detrás das cortinas.
E não é por não te querer, eu quero ir com você. Mas ainda me falta...
Queria ter a coragem de gritar teu nome lá do alto quando você passasse bem embaixo da minha janela, e pedir que me esperes, e que não dês mais um passo sequer sem mim – te pegaria pela mão e fugiríamos os dois para o Vilarejo de Marisa.
Mas o momento é de continuar te olhando daqui de cima todos os dias às seis da tarde, enquanto você passa tentando me ver em uma dessas dezenas de janelas que tu não sabes qual é a minha.
Te prometo que não vou te procurar onde não eu sei que não estarás.
Em outros olhos, em outros beijos, em outros passos...
Nem vou te confundir com qualquer outro traseunte que seja semelhante a ti.
Eu vou continuar sonhando à noite contigo, e de dia também.
E um dia você vai me ouvir gritar teu nome da janela do sexto andar.

E nesse dia seremos o par mais feliz do mundo.


Por Dani Cabrera

martes, 26 de mayo de 2009

De Como Se Acompanham...

Todas as noites ela se esconde num lugar estratégico.
E ele se deita, suspira o cansaço do dia todo e pensa nela.
Ainda no escuro se pode notar que seus olhos reluzem iluminando o quarto inteiro, e brilham porque é como se ele a estivesse vendo dentro dos olhos negros da mocinha que tanto ama, e o cheiro dos cabelos compridos dela que sai de dentro das lembranças dele, e o adentra outra vez sem pedir permissão.
Era o tempo de ele se deitar pra que ela começasse a se mover como que em mágica, e ao fechar dos olhos dele ela entra em seus sonhos. Como num encontro marcado: ele que se preparava pro encontro das possibilidades e ela, escondida em algum lugar entre a fronha branca do travesseiro e o colchão, esperando-o - talvez ansiosamente – pro “grande encontro de todos os dias”.
A ultima expressão do rosto dele é a mesma que ele a encontra a cada vez que isso acontece: um sorriso cheio de todas as melhores coisas que ele tem dentro dele – um feixe de luz. Um sorriso cheio de todas as promessas que ele está disposto a cumprir caso ela possa ser só sua de uma vez por todas. E o silencio... De quem tem tanta, mas tanta coisa a dizer que o que mais conveniente é ficar calado e aproveitar tudo o que não se diz com voz.
Quando ela vem, senhores, ela arrasta atrás de si os aromas de todas as primaveras, mesclado ao cheiro de chuva quando cai em terra seca. Ela sempre surge por detrás dele como quem quer surpreender com o já esperado, e quando como pétalas ela o toca nos olhos, ele a reconhece. Quando ela vem, o coração dele se enche de alegria e cai por terra como se perdesse todas as forças – e vontade de resistência. Ele a ama sem pausas, sem pudores, sem reservas. E ela, é ela, e isso basta pra ele. Como som de música é a presença de um para o outro, como se dançassem no topo do mundo os dois se abraçam e lançam pedidos ao vento, pedem a quem possa fazer com que esse momento não se acabe.
Nunca mais.
Todas as noites eles se encontram em sonhos.
Todas as noites eles se apaixonam um pouco mais.

Acho que isso deve ser saudade...


Por Dani Cabrera


"Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida". (Clarice Lispector)

viernes, 8 de mayo de 2009

Do Que Se Acaba De Encontrar...

Era o corpo de um colado no corpo do outro.
Era o corpo de um, colado no corpo do outro - e ardendo.
Eram os corpos de ambos buscando um no outro a falta de algo que não se sabia onde encontrar – agora sim. Eram os beijos assim, disfarçados de beijos, numa busca de entender o que era vazio e que agora é transbordar.
Eram urgentes.
São urgentes porque entendem, senhores, que amor é a eternidade tentando caber numa vida tão breve. E que um segundo contava ao peso de milênios e milênios juntos. É como ter grãos demais pra pouco espaço de terra, ou uma simples regata para abrigar do frio de um inverno inteiro. É como ter flores e flores pra uma só primavera...
Por isso a pressa; e a sede do corpo de um no corpo do outro, o beijo urgente que não era beijo, mas a certeza de que tinham acabado de encontrar um no outro a parte perdida de ambos.

Quem dera houvesse tempo o bastante pra consumir tanto amor.


Por Dani Cabrera


"Beija eu, beija eu... Beija eu, me beija e deixa o que seja ser.
Então beba e receba meu corpo no seu corpo, eu no meu corpo - deixa,
eu me deixo. Anoiteca e amanheça...". (Marisa Monte)

sábado, 25 de abril de 2009

Da Tua Vinda...

Eu deveria saber que aqui também te encontraria - tu vieste.
Vieste, sem que eu suspeitasse, sem avisar, nem um telefonema antes, uma mensagem... E foi assim que eu não tive tempo pra me preparar.
Não tive tempo pra me sentar diante do espelho e fazer aquele penteado que eu sei que você gostaria, nem de tirar do roupeiro o vestido rodado – cheirando a guardado - de “mocinha-que-está-esperando-o-amor-chegar”.
Quando chegaste, eu não havia ainda perfumado toda a casa pra te receber, nem pensado no que te dizer. E não tive tempo de colher do jardim as flores que atravessaram primaveras esperando o momento da tua chegada, as que preencheriam o vaso oco de cima da mesa da sala-de-estar. Não pude te preparar algo de beber, nem algo de comer. É que eu devia saber desde o início que tua vinda assim sem dizer, era um modo de me ter crua, despreparada, como tudo aquilo que você sempre preferiu. É a tua simplicidade quem sempre joga todos os meus planos perfeccionistas pelo chão e me faz feliz.
Eu, na verdade, já nem imaginava mais que tu virias.
Mas tu vieste à mim como vem o sol para a noite fria. Vieste com doçura e me encheste a vida e o querer de cores. Vieste pura, cheia de sorrisos e com um punhado de suspiros guardados no bolso.
Vieste como há séculos havíamos combinado.
E foi quando me deste a mão, que eu te reconheci.


Por Dani Cabrera

2019

Echarte de menos en una tarde como esta, sabiendo que vendrás – que en un par de horas entrarás por la puerta de nuestra casa. Por aqu...