domingo, 21 de abril de 2019

2019



Echarte de menos en una tarde como esta, sabiendo que vendrás – que en un par de horas entrarás por la puerta de nuestra casa. Por aquí todo te espera.
Dejaré una vela encendida en la entrada y la lámpara encendida en la esquina de la sala. Lavaré las cortinas y saciaré tus antojos. Te llenaré de besos, respiraré tu aliento y me quedaré muda – sólo yo sé lo que mueves dentro de mí. Reinas en mis universos, eres la diosa de los gatos y el amor de mi vida. Llegarás con tu luz, inevitablemente llenarás cada rincón de vida y las plantas recobrarán su vigor. Me mirarás, me abrazarás y me sentiré en casa; me dolerás con la belleza punzante de Turiya and Ramakrishna.
Eres mi bandera y te alzo sobre mi vida como mi estandarte, mi compañía innegociable, conocedora de mis torpezas y mis intentos de ser lo mejor que puedo ser. Eres fuente de alegría y tranquilidad, soberana; me haces sentir completa cuando me abrazas por la espalda. Renuevas nuestros vínculos besándome entre las cejas y me regalas toda tu nobleza.
El amor vence siempre que los dos lados ofrecen todo lo que tienen en sus manos sin miedo a perder, sin esperar ni ofrecer trampas. Vence cuando la estrategia se resume en trazar salidas de paz. El amor vence cuando es de verdad amor, cuando los lazos son genuinos, cuando las bases son firmes y resistentes, cuando la vida de una es casi lo mismo que la vida de la otra.   


lunes, 3 de octubre de 2016

Sete Vezes Sete


As palavras são poucas, mas tudo aqui dentro segue sendo farto, mesa posta, coisas boas.
Quem diria, meu bem, naqueles inícios tão improváveis, que a vida ia ser assim de bonita? Não consigo imaginar qualquer outra possibilidade distinta, só de pensar o mundo já se converte em pura desgraça. 

Quem diria que toda a beleza de Le Baquet de Yann Tiersen seria superada? Quem diria que existe um lugar,  com não mais de oitenta metros quadrados, mais bonito que o Vilarejo de Marisa, justo no meio de uma metrópole imparável, cheia de andanças, cheia de encontros e de despedidas? Quem diria que a mesma cidade que nos fez achar, morria de vontade de estar cheia de nós?

Quem diria que depois de sete anos eu continuaria me apaixonando com constante devoção por esses olhos cinzas e por esse corpo branco? Quem diria que eu, que assumo já não ser a mesma de antes depois de tanta lucidez, continuaria encontrando esse momento de sonho, acreditando em tudo o que há de mais sereno?

Eu gosto de te olhar quando te levantas nua para buscar água, quando te deitas e te encaixas nesses meus braços desajeitados, quando fico em silêncio para escutar o teu suspiro. Não existe no mundo nada melhor que a tua companhia. 

Quem me dera ter a quem agradecer por tanta alegria. 






jueves, 31 de diciembre de 2015

Do Tempo que Passa


Quando me dei conta o nosso barco já estava em pleno alto mar, eu já conhecia as tuas primeiras rugas e você o meu primeiro cabelo branco. Nosso dia a dia estava cheio de histórias, de riso e de choro - a minha vida já estava cheia de ti. Noutro dia alguém me disse que já não queria   compartilhar vida com ninguém, que "com os anos se perde o encanto". Também disse que o amor se acaba  quando ao chegar em casa o que se encontra não está coberto de colônia e roupa limpa, nem da melhor peça de roupa. Me perguntei a mim mesma sobre o que é que as pessoas esperam das otras, o que um ser humano espera de outro ser humano. Porque sempre tive a certeza nessa minha verdade pessoal de que o amor começa justamente aí: onde os contos de fada se acabam, onde o romanticismo cai por terra, onde o humano começa a florescer. O amor começa quando a simpleza é  admirável e aguda, qual ruído de ponta de agulha no prato,  quando até as debilidades somam e o cenário nem sempre é de lírica. Começa enquanto dormimos e cresce feito gigante - silencioso, tranquilo, esplêndido. E quando a gente percebe o tamanho é assim: a carne de um é quase a mesma coisa que a carne do outro.


Dani Cabrera

lunes, 6 de abril de 2015

Bienvenido Abril


Quererte en un día como este y hacer las paces con la nueva estación. Porque ya es abril, y sin darme cuenta he vuelto a creer en esta belleza - antes grisácea - que se tradujo en un haz de luz dorado insistente - que entra por la ventana desviándose de las cortinas, intentando encontrar reposo en nuestra cama.

Quererte es pensar en ti a la vez que siento esa paz que la primavera nos brinda en un final de tarde. Quererte es bailar sola en el salón de casa y reír, torpe y abobada por la suerte que tuvimos. 
Quererte es saberme libre y respetada.
Quererte es no cuestionar si mi “saberme libre” te hace daño. 
QUERERTE ES SER LIBRE CONTIGO.

Quererte es desearte cada vez más después de más de dos mil días a tu vera. Es esperarte en nuestro escondrijo con la ansiedad de una niña pequeña, donde solo nosotras comprendemos ese idioma que casi siempre prescinde de palabras. Quererte es verte y embriagarme sólo con mirarte - me dilatas las pupilas y me ciegas los ojos: tú me abres los poros y me invades sin compasión.


Gracias por hacerme conocedora de cosas tan bonitas.

Queriéndote sigo.

Tu Dani. :)



domingo, 4 de enero de 2015

Sobre Sinônimos e Dentes-de-leão

|plenitude 

Significado de Plenitude 
(Etm. do latim: plenitudĭne)
 n.f. 
1. Condição daquilo ou daquele que se encontra a usufruir de todo o seu vigor; 
2. Magnitude ou desenvolvimento; 
3. Grandiosidade ou vastidão; 
4. Condição daquilo ou daquele que se encontra integral, inteiro ou completude; 
5. Do mesmo significado de totalidade. 
6. Plenitude é esse sentimento que me eche cada vez que fecho os olhos e penso em ti, é sorrir boba de amor ao escutar Familiar Ground, desfrutando dessa coisa bonita que você me dá todos os dias. É esse coração disparado quando ouço a chave girar na porta de casa e não temer ao futuro porque sei quem somos e confio nessa beleza que nasce onde quer que estejamos. 
7. Plenitude é o que sinto todas as noites deitada na cama abraçada às tuas costas brancas como o marfim, cheia de estrelas que não me canso de contar. É a nossa casa, onde cada cômodo é uma coletânea das nossas vidas, é esse lugar onde eu não me sinto só.
8. É você e sou eu. É o que vivemos hoje e é o que há de vir.


Agarra mis manos con mucha fuerza y camina sin temer.

¡Te quiero!



Dani

sábado, 25 de octubre de 2014

Dessa Música Que Não Pára de Tocar



Gosto de olhar para trás. 
É bonito ver que os dias e anos vão passando com pressa, que as estações mudam, que nas minhas expressões se desenham linhas de tempo e que tu permaneces aquí vendo tudo isso acontecer abraçada a mim. Gosto de lembrar daquelas dificuldades bobas, daqueles planos de aventura implícita, daquele desejo que hoje é a nossa vida. 

Gosto de sentir o cheiro da pintura amarela do quarto pequeno de convidados enquanto te escrevo essas linhas e tu me gritas a cada cinco minutos. Gosto de abraçar teus compromissos, tuas preocupações e tua alegria. Gosto de ti, tanto-tanto que só de pensar minha alma inteira se despedaça e alça voo - tropeça bêbada de tanto querer e cai sem jeito, sorrindo feito aprendiz ao teu lado. Gosto das tuas manias, do teu metodismo, do teu pai, da tua mãe, da tua tia. 

Gosto dessa sensação de vida bem vivida, de aposta que valeu a pena, dessa paz e dessa luz que invade a nossa casa todas as manhãs (ainda que chova quase sempre). Gosto do teu corpo bonito de mulher, gosto do cheiro que escondes dentro da tua camiseta, detrás do teu pescoço e debaixo do teu umbigo. Gosto das tuas mãos de artesã, que me modelam, me despertam e me fazem dormir. Gosto da ideia de que por acaso seja um desafio andar de mãos dadas pela Ruas das Pessoas Tristes, e desses beijos que me dás entre sorrisos e surpresas, ondeando nossa bandeira de todas as cores. 

Gosto de que você goste tanto de mim também. 
Gosto de ser tua a companhia, gosto de que contes sempre comigo e de que tenhas a certeza de que tudo vai ficar bem. Tudo vai passar e eu aquí estarei, também abraçada à ti. Gosto de saber que o dia de amanhã ainda é incerto, completamente desconhecido, mas o nosso trabalho, cariño mío, nos dá a garantia de que não é preciso temer a nada.

Estou agarrada a ti. 
Não te solto nunca mais. 
Não me soltes nunca mais. 

Benditos son tus ojos grises.


 Dani Cabrera

martes, 3 de septiembre de 2013

Sea Inside


Agora eu entendo o motivo de nada antes ter vingado. 
Entendo que foi preciso perder tudo o que não era meu e que todo o drama-queen não era fracasso. Entendo, agora, porque sei quem sou e onde estou – entendo porque sei quem és e onde estás. Estás aqui e desde então tenho a sensação de que já não necessito tanto pra me sentir... sentir... Feliz. 

Te amo silenciosamente. Olhando-te nos olhos, beijo-te com meu sorriso e por dentro meus sentidos soam como trovão e depois tudo volta a ser silêncio – como se não precisasse dizer uma palavra mais sequer. Nunca mais.  

Tudo se faz calmaria.
E aqui seguimos mar a dentro.

Dani Cabrera


viernes, 19 de octubre de 2012

Valsa para nosotras



Hay quien me quiera parecido, pero no hay en el mundo quien me quiera como yo te quiero a ti. Eso no me desalientaY ahora mismo que los papeles se invierten, todo se ve todo tan-tan-tan claro que el verbo se hace pródigo. La poesía es eso: la falta, el antojo. Es pensar en ti, a quien tengo a mi lado, y disfrutar sin entretenerme con tus benditos ojos grises.
 
Mis sentidos gritan de alegría a más no poder.

La pequeña gigante Madrid ya es NUESTRA.
 
 
Por Dani Cabrera

domingo, 9 de septiembre de 2012

Primavera Repetida



Todos os tempos chegam. Ainda bem.
O que antes não era, passa a ser – deve ser assim que o mundo muda. Ainda bem.
E eu que antes andava só e tudo parecia um pouco fora de lugar. Mas desde que ela está aquí, o mundo parece um lugar melhor. Não digo que tudo agora é mais fácil, não me desentendam - mas sim, tudo parece bem melhor desde que meu peito é o abrigo dela. E se alguém me perguntar se é por acaso ou por destino,  eu não sei dizer. Então que seja pelo motivo que tiver que ser, mas que essa estrada ao lado dela seja sempre esse caminho de encontros e que me acompanhe sempre essa sensação de ser a pessoa mais afortunada do planeta. Que assim seja.
Todos os tempos chegam para quem algo anseia. Ainda bem.
Era ontem quando eu sonhava mostrar-te meu mundo de calor e Bossa, meus pilares, o amanhecer da terra verde-amarela. E que feliz me senti ao ver-te florecer onde eu pensei que tudo se resumia em uma confusão e caos. Despojei-me diante de ti e agora mais do que antes sabes bem tudo o que eu sou. E tú, quem és? Tú és a força que levo dentro, és minha valentia, és a certeza de um futuro bom. Treinas meus olhos para discernir matizes de paz e clareia a minha vida inteira cada vez que desperto ao teu lado.
Agora já falta muito pouco para que conheçamos nossa nova cama, a nossa casa nos espera ainda perdida e eu conto o tempo com o peito em chamas, o corpo no ar e minha mente em ti. São as últimas horas de sentir saudades. E depois disso a mesa é para duas.

Te prometo todo o amor que eu possa sentir até que seja tudo isso uma história bonita contada pelos que nos sucedam. Abre bem os braços que eu estou chegando!

Te quiero y gracias por todo, todo, todo.


Por Dani Cabrera

lunes, 25 de junio de 2012

Amanecer


Es que ya estás llegando. Y como tú, todo lo demás. 
Como todo eso que ha llegado contigo cuando apareciste. 

Es que tengo la sensación del desatar de un buen día de mañana, de enigmas descifrados, de pelos de punta, que si no fuera por detalles tan pequeños, podría jurar que nada de eso es realidad y que todo no pasa de ensueño. La casa vieja tuvo que caer para que la nueva se pudiese levantar fuerte, como aquí dentro ya la veía yo con mis ojos de quimera. Es real. Y está de pie, es el hogar de todas mis razones de querer siempre algo nuevo para dos. Has abierto puertas y ventanas y sigues haciéndolo sin descanso – ya hace tiempo que no soy una en este mundo, lo que pienso para mí, lo deseo para ti. Solo por verte sonreír. 
Ya estás volviendo otra vez de esos seiscientos kilómetros de frío. Volverás; para pesar del lado derecho de nuestra cama - qué feliz me siento al verte venir por el pasillo y tu pijama tirado en la esquina de la habitación. Que llegues ya - y que me mires a los ojos y me dejes saber otra vez el olor que escondes debajo de tus pelos castaños mientras me abrazas, mientras solo sé pensar en lo bueno que es tenerte aquí. Mueves el mundo minúsculo en el que vivo y me tiras al suelo. Me vuelves a levantar y soy capaz de ver mil horizontes nuevos en esa suma-de-vidas. 
¿A dónde iré yo si no te vienes conmigo? 
Enamórate conmigo de un plan cualquiera y preparamos nuestras maletas. Sácame de esa rutina que ya resta y te prometo comer más vegetales. Ahoga mis miedos y enséñame a flotar sobre el agua, pero jamás me quites tu mirada y la paz de dormir apoyada a tu espalda. Propónme cosas, propónme mucho, vuélveme loca, cuéntame tus deseos y verás que casi nada es imposibles. 

Ya queda muy poco, en dos días estarás aquí y pronto viene el mes de julio. 
Es que el verano ha llegado finalmente y todo me huele a cambios, a novedades, a cosas buenas.

Dame la mano y prepárate para girar muy rápido. 
Creo que el futuro acaba de empezar. Por fin! :D


Por Dani Cabrera

sábado, 25 de febrero de 2012

Deseo, deseo... Eternidad.


Mírame a la cara. 
Sácame la luz que me enciende los ojos – y bebe de mí. Cubre mi sonrisa con tus manos, lléname la boca con tus besos, mi cabeza de sueños, de valentía; sácame de la realidad que cree que hoy en día ya no vale la pena, y que soñar es superfluo. Sácame de aquí. Llévame contigo, bailando a tu manera, ciérrame los ojos que hoy no quiero depender de mis instintos, de lo que veo de lo que me digan - tápame los oídos con tu voz diciéndome cuánto me quieres, que soy tu cariño y cuánto deseas que el futuro que ya se hace presente seamos tú y yo. Hazme decir al final de todo, cuando mi último suspiro, que valió la pena ser extranjero en esta vida que no nos deja llevar casi nada, y que a Dios le pido que me deje llevar todos los recuerdos tuyos, y que ojalá tengamos la oportunidad de estar juntas otra vez, cuantas veces más volvamos. Si es que volvemos. Sólo puede creer en otras vidas quien sabe lo que es amar a alguien. El tiempo es demasiado corto, mi vida, corto, corto, corto. ¿Y que hago yo aquí, tan lejos de ti? El tiempo es demasiado corto para que se consuma tanto amor. Soy vino, soy pan y soy tu almohada.
Por eso, bebe de mí, come de mi carne, agárrame la vida entre tus dedos, y sáciate. Trágame. Sóplame. Quiéreme. Mucho. Como yo a ti. Te quiero.

Por Dani Cabrera  


*Foto: Eva María Abuín Parga, ¨Pareja Ausente¨

martes, 20 de diciembre de 2011

Aurora Boreal



Agachou para tomar impulso e saltou decidida naquele abismo cheio de nada; com os olhos fechados, sem esperar mudar de planos, sem pretender nenhum socorro, nenhuma faísca mínima de fogo que a pudesse fazer re-acreditar, re-esperar, re-sonhar. 

Saltou sorridente - e apertou bem os braços contra o próprio corpo, para que nenhum clavo ardiendo a impedisse de chegar onde queria - enquanto o vento acariciava-lhe o rosto com golpes de lucidez, enquanto esperava o momento do choque com o fundo do nada: havia decidido desistir. 

Saltou e distanciava-se cada vez mais da superfície, perdeu-se entre a escuridão inerte, que observava tudo com olhos de "é só uma queda mais". Não pensava em nada além da possibilidade de despertar daquele pesadelo horrendo que vinha corroendo-a por dentro e por fora já faziam sete meses. Saltou decidida, repito, até que do alto daquele abismo no meio do deserto ouviu-se algo que esperava sem esperar. Alguien viene a por lo suyo. Até que se consumara ainda não era fim. E quando já havia saltado, desistiu de saltar, depois de ouvir aquela voz que supostamente não voltaria, mas que veio acompanhada de um braço comprido que a agarrou no ar e a livrou da queda. Voltou outra vez mais à luz. E ao ver aquele par de olhos grises, teve outra vez sede de vida.


Viniste con tus brazos largos
Me he agarrado en tus manos y vuelvo a estar aquí.
Del abismo ya no me acuerdo casi nada. 
Gracias por volver a tiempo. 
Sigamos, vivamos. Queda mucho por hacer.


Dani Cabrera

miércoles, 7 de septiembre de 2011

lunes, 11 de julio de 2011

Acidez Suprema


Vete por ahí, amor de mi vida entera, con tus inquietudes, tu falta de paz de espíritu y tu sensatez escasa. Vete por las calles donde te pierdes ebria de tus dudas, intentando encontrarte en cualquier transeúnte que te lleve a un lugar que tú ni siquiera sabes si existe o es fruto de tu imaginación. ¿Quién conocerá las ideas de tu cabeza? Vete tú, pasada alegría mía, mi dedicada hasta el día en que decidiste soltar mis manos. Vete con tus miserias, tus desordenes, tu caos interior que por muchos días he apreciado. Vete.
Vete con todas las que te pueden llegar a querer sin conocer la posibilidad de lo que es quererte con toda la fuerza que te quise un día. Con toda la ingenuidad y entrega. Vete, que a lo mejor no sea eso lo que quieras. Y no lo encuentres. Jamás. No lo encuentres, no rompas a nadie más.
Vete con otros cuerpos, apóyate en otros brazos. Sáciate en otros besos, despierta en otras camas. Miente otra vez sobre todo lo que sientes. Engaña con tu inestabilidad. Acaricia a otros rostros con tus espinos. Ama con todo tu terror. Y vuelve a caer en tu inconstancia. Vuelve a dejar a cuantas otras te sean necesarias, hasta que te encuentres rodeada del eco tu propia voz. Hasta que finalmente encuentres la soledad impiedosa que tanto deseas conocer.

Eres la historia más bonita y triste que ya he vivido. Eres dueña de una fortaleza que construí yo misma, con mis manos y mi sudor. Un castillo que te he regalado yo. Un castillo desierto, habitado por sombras y telarañas, un jardín muerto de invierno. Eres la espinilla que no se puede sacar, la lección mal hecha y bien comprendida. Eres como la serpiente que se aleja y se acercas solo para picarme una y otra vez más. Encargada de quitarme la esperanza y la vida; y yo a ti me entrego. Me apaleas con tu voz de seda, me llevas al más alto monte, me tiras al despeñadero y mientras caigo gritas diciendo que yo puedo volar. Por si te creo. Me has bautizado como tu experimento, agarra mi cara y me bombardea con tu sonrisa, llenas mi alma de destrozos con tu mirada dulce. Me despojas de mi armonía como la gravedad que se burla del pobre equilibrista.
Eres la rosa orgullosa del Principito, y yo pequeña enamoradiza de tus astucias. Te cubro de todo mi cuidado y te quejas, me dices que me vaya en una caravana de mil pájaros azules, pero lloras al verme partir. Te busco en desiertos y desiertos. No te encuentro ni siquiera en el mundo paralelo de la física cuántica: solo existes – todavía – dentro de mí.

Cojo el primer tren de vuelta al pasado y te vuelves una mentira edulcorada, mal hecha. Mejor quedarme aquí, donde el dolor es dolor, donde el amor se ha vuelto desamor. Donde no te encuentro, mientras tú te vas, sin freno. Sin mí. Sin ti.

Por Dani Cabrera

martes, 24 de mayo de 2011

Enquanto o sol não vem...

Também não vale a pena fingir um equilíbrio que não tenho.
A gente tem que descobrir maneiras – sejam quais forem – de ficarmos fortes. (Caio)


http://danicabrerablog.blogspot.com/

miércoles, 6 de abril de 2011

Sobre as Vésperas de uma Ciranda




Quantas vezes chamei a primavera em voz alta, quando ainda chovia, quando o chão se cobria de neve. Quantas vezes me perdi no tempo contando horas, semanas, meses e assim chegou o tempo, meu bem.
Faz calor hoje, as calçadas estão coberta de flores, o pólen dança com o vento e cobre tudo de amarelo. E por dentro eu repito o teu nome, e penso no que será quando for minha a grande Madrid, penso na Torre que vou deixar pra trás, agradecida por tudo. São quatro semanas e um pouco mais, o que resta pra que possa abraçar um sonho que eu tive quando te reconheci.

Estou chegando, mi amor querido.


Por Dani Cabrera

jueves, 27 de enero de 2011

Carta ao Pé do Ouvido

Meu amor,

Tu não estarás só quando levantares pela manhã, uma dessas congeladas da gigante Madrid, quando lavares o teu rosto com a água fria e te olhares no espelho, como quem aposta tudo o que tem num jogo de roleta, sem saber o que te espera num novo dia. O resultado será sempre o melhor se tu decidires assim. A sorte é complemento dos que amam. Eu, aqui, farei o mesmo, e comigo tu estarás. Tu estás sempre comigo. Tu não estarás só quando andares pelas ruas cheias de gente que vem e que vai, sem notar que não são os únicos transeuntes da Gran Vía. Não estarás só ao entrar no bus, no metrô. Eu te sigo, todos os dias, vou contigo, somando as minhas forças às tuas. Te perseguem todos os sonhos que tens, os que sabes e os que não sabes: vão detrás de ti, por onde quer que andes, de mãos dadas com eles eu vou também. Agora que a distância física começa a se despedir, e que sinto tudo por dentro em constante ebulição, existe esse meio tempo entre o disparo e o alcance, a espera mais imediata (imediatamente eterna, se me permitís). Podemos respirar e olhar pro tamanho de estrada que temos deixado para trás, e sentir prazer na perseverança, na constância, na vida toda.
És o motivo do meu desejo de eternidade.


Mi vida, mi reina, mi hogar.
Te quiero.


Por Dani Cabrera

domingo, 19 de diciembre de 2010

Agridoce

Eu quero sair do convencional,dos trilhos que desenharam para mim nesse chão, porque sou avião. E avião traça a sua própria rota perfeita. Quem olha de desde abaixo sempre o vê como se ele fosse em linha reta, mas não. A linha é reta porque é ele quem a faz.
Eu quero me esquecer das palavras bem conectadas, aquelas que eu sei que fazem com que tudo o que eu diga seja aceito sempre. Eu gosto também do desacordo. Eu gosto também do conflito. Existe algo muito bonito no confronto, algo maduro. Desafio nutritivo. D E S A F I O. Eu quero não me lembrar somente de ilustrações angelicais, lolipops, de arco-íris, de nuvens e céu azul, de primaveras, como se a vida fosse um vinte-e-quatro-horas de perfeição, porque não é. A perfeição se esconde na capacidade de sobreviver às desvirtudes. O gosto doce da boca também pode vir do agrio. Isso quem decide é quem degusta. Quero um pouco do bucolismo da cidade grande. Porque há. Quero tudo.
Quero deixar um pouco de tanto doce-de-leite, joaninhas, dessa infecção Tautou, que à mim nunca fez e não fará mal algum. Peço perdão, digo que já venho , e que preciso expandir. Quero uma tormenta caindo lá fora, quero um furacão em lugar de uma calmaria que atormenta, e que esse furacão saia de dentro de mim e leve tudo o que é meu para onde carecer. Não pretendo que a voz seja suave, não desejo que tudo seja fácil, não quero nenhum maná, nem que me prometam terra alguma. Quero pimenta malagueta, quero que seja por merecimento, por suor, pelas mesmas mãos que extrenizam o que eu sinto. Quero clareira, mas quero que a floresta ao redor seja selva de verdade. Quero oásis, mas também quero cinquenta graus e areia. Não quero ser o topo da cadeia alimentar. Quero olhar para tudo e me sentir animal que sou; bicho humano. Gosto do valor pessoal que tudo tem. E esse é o único valor que se leva daqui.
Não quero Versace, Dior. Nada disso. Não troco minha couraça por glamour nenhum. A beleza das coisas estão escondidas na simpicidade delas mesmas. Não quero fugir do clichê com os seus próprios artifícios. Não quero fugir do clichê. Nem estar com ele.
Quero humanidade, transparência, sangue, carne e sentimentos. E que ainda assim o aroma seja suave para quem sente.
De tudo existe para quem se dispõe a ver.
Os olhos só podem ver o que se projeta de dentro.

Uma coisa peço: que o amor seja sempre base em todos nós.
E que sejam celebradas todas as formas de amor.

Por Dani Cabrera

viernes, 26 de noviembre de 2010

Verde, que te quero verde...

Sentei-me como todos os dias, meia hora antes de começar o expediente, para tomar coragem e enfrentar as tão suadas oito horas correndo de um lado pro outro, entre sorrisos, caras-feias, cumprimentos e taças de cafés. Acendi um cigarro, o primeiro do dia, mesmo sabendo que a nicotina tem derramado em mim tanto cansaço que parece que ando numa corrida de São Silvestre eterna. Li o adesivo colado detrás do maço que diz que fumar acorta la vida. Não dei importância. Segui à diante. Pensei e repensei em como foi que o destino me levou com a minha cantiga à outra parte, e como vim parar aqui, justamente aqui onde estou, coisa que faço quase que liturgicamente todos os dias. É parte da minha rotina ficar abobada com essa mania inquieta que a vida tem de nos mover para um lado e para o outro, como se estivesse insatisfeita com a nossa tão típica inércia. Vou como folha verde que se despega de um galho seco qualquer, voando,voando sem saber onde vai dar. Voamos todos sem notar que estamos voando. E só nos damos conta quando paramos em um beco desconhecido, rua de pedra, varandas de sobrados cheias de flores e cata-ventos. Como se despertásemos em um sonho. Desse jeito nos manipula a vida, e te explico como. É assim: primeiro é como se ela soprasse uma idéia incansavelmente no nosso ouvido, vinte e quatro horas ao dia, durante meses, ou durante anos, até que a coisa se assimile meio que por osmose, e o fantoche grite: Sim! Eu tenho um sonho! Sonhos e sonhos. Deixa de ser bobo! Sonhos existem sim, mas não são de ninguém menos que da própria vida; essa mesma que no fim das contas sempre nos convence a ir pelo caminho que vai te levar aonde ela quer. Mas a decisão de ¨deixar-se levar¨ é pessoal. Também há quem morra no mesmo galho em que nasceu. E esse voa de outra maneira. Mas essa outra maneira pouco interessa agora mesmo. A questão é que só faltavam trinta contados minutos para que eu começasse a minha jornada, tinha um cigarro às vezes entre os dedos, às vezes apoiado nos lábios, e, sem perceber odiei a maneira que os segundos do relógio em cima da pia não cansavam de avançar, logo hoje que estaria tão bem ficar em casa e ver a tv, e olhar o mar, e a torre que ela me disse que diz um mito que do alto dela se pode ver a costa irlandesa… Odiei o relógio, e a sua cor não me convencia. Então resolvi olhar para dentro. No peito uma trouxa de saudade encostada num cantinho qualquer de uma parede pintada de azul, e no entorno, amor, muito amor, nas gavetas das cômodas, dentro e fora dos armários, em cima das mesas e dos sofás, espalhados pelo chão, sobre e sob os tapetes – só se encontrava uma copiosa desordem de amor jogados por todos os lados. Foi assim que eu me lembrei que o relógio corria à meu favor, e que era tudo por culpa do verão que tem pressa por chegar já. Nunca esperei tanto por um verão. Bem que eu ainda penso que seria mais bonito que entrássemos na nossa casa num dia colorido qualquer de primavera, mas o amor também é responsabilidade, meu bem, e se convir à vida nosso desejo pode vir a antecipar-se nela. Quando me dei conta depois de pensar, e ver tantas coisas, e cumprimentar a tanta gente, eu sorri, eu chorei, eu lutei, eu corri como os ponteiros e passaram-se três dias mais como num estalar de dedos, e o verão vem vindo, ainda que seja inverno. O verão vem vindo. E quando o verão chegar seremos as duas uma folha só, mais verdes que nunca, voando, voando, voando…

Por Dani Cabrera

2019

Echarte de menos en una tarde como esta, sabiendo que vendrás – que en un par de horas entrarás por la puerta de nuestra casa. Por aqu...